As reivindicações apresentadas pela Doyen no Tribunal Arbitral do Desporto sugerem que o Sporting seja condenado a pagar-lhe 10,05 milhões de euros pela transferência de Rojo para o Manchester United.
A empresa sedeada em Malta pede também 75% do valor atribuído ao empréstimo de Nani, incluído no acordo da venda de Rojo e pelo qual o Sporting nada pagou. Entre outras reivindicações, a Doyen também quer a declaração de validade do acordo de participação nos direitos económicos de Labyad, e ainda que os custos da arbitragem do TAS sejam pagos pelos leões, "assim como os custos administrativos e legais" suportados pela empresa.
O documento, assinado por Javier Muñoz e Garzón Vicente, tem 102 páginas e nele se conclui que o Sporting pediu assistência financeira à Doyen, prestada através da compra de 75% dos direitos económicos de Rojo e 35% respeitantes a Rojo. Os representantes da empresa alegam que, à luz da lei suíça, os acordos firmados com o Sporting não podem ser considerados nulos. Para além disso, durante um ano, o clube nunca invocou o argumento de "vantagem desleal" da Doyen, só o tendo feito posteriormente, quando Bruno de Carvalho chegou a presidente. *