Advogados querem que Rui Pinto volte a ter estatuto de testemunha protegida
Equipa de defesa do hacker interpôs um recurso e lamenta que o seu cliente não tenha sido ouvido por quem tomou a decisão de suspender estatuto
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Foi retirado ao hacker Rui Pinto o estatuto de testemunha protegida e a segurança que o acompanhava desde 2020. A revogação do estatuto de testemunha protegida foi decidida pela Comissão de Programas Especiais de Segurança, o órgão do Ministério da Justiça encarregada destas avaliações. Os advogados do hacker referem que ao contrário do que a lei exige, Rui Pinto não foi ouvido.
"A sua situação é agora crítica", começam por citar os advogados, acrescentando que as ameaças de que é alvo "não são meramente teóricas" e que foi inclusive agredido em Lisboa ainda abril. "As suas revelações envolveram figuras poderosas e dotadas de vastos recursos, e muitos dos processos judiciais delas decorrentes continuam ainda em curso", continuam os representantes do denunciante que esteve na origem do Football Leaks.
"Privado abruptamente da sua residência protegida e colocado numa situação de extrema precariedade, Rui Pinto ficará agora mais vulnerável do que em qualquer outro momento desde 2020", lamentam os advogados em comunicado, lembrando que o hacker colaborou com as autoridades nacionais em vários processos.
Anunciam ainda que irão interpor um recurso administrativo desta decisão, com caráter suspensivo. Pediram ainda ao Ministério da Justiça que reconsiderasse a decisão, "que divulgasse os elementos da reavaliação do risco em que a mesma se baseou, que o seu constituinte fosse ouvido e que garantisse, em qualquer caso, a continuidade da sua proteção".