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Bruno de Carvalho recorda em tribunal 'afronta' de Marco Silva por causa de Rojo
Episódio com Octávio Machado também foi relatado pelo antigo presidente do Sporting
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Bruno de Carvalho foi esta quinta-feira ouvido em tribunal no decorrer da 13.ª sessão do julgamento de Rui Pinto no âmbito do Football Leaks, no qual o hacker está a ser julgado por 90 crimes, entre os quais acesso ilegítimo, acesso indevido, violação de correspondência, sabotagem informática e tentativa de extorsão.
Em tribunal, Bruno de Carvalho, na altura dos factos presidente do Sporting, afirmou que o fundo de investimentos "Doyen era a pior coisa do mundo" e que começou a estranhar quando viu e ouviu em programas de televisão contratos sigilosos do Sporting.
"Estranhei, que mesmo antes dos contratos serem divulgados no Football Leaks, três dias antes o comentador Pedro Guerra já tinha mostrado num programa da TV contratos sigilosos do Sporting, como o de Mitroglou e do Fulham. Noutro programa, António Simões disse que tinha a proposta do Sporting ao Cervi. E a partir daí percebemos que algo se estava a passar", relatou Bruno de Carvalho.
"No momento em que os jogadores percebiam que quem mandava neles não era o clube mais sim um fundo de investimentos, a lealdade deles deixava de ser para com o clube", afirmou ainda o antigo presidente do Sporting sobre os fundos de investimento, particularmente a Doyen: "Vou dar um exemplo: estávamos na Corunha para o troféu Teresa Herrera, apareceu o Nélio Lucas no hotel e disse-me que o Rojo não ia jogar. À minha frente ligou supostamente para o Van Gaal [na altura no Manchester United] e perguntou-lhe em inglês se pagavam os 2 milhões pelo Rojo e o suposto Van Gaal terá dito que sim. Fui ao quarto do treinador e disse: 'Marco Silva, o Rojo amanhã tem de jogar'. No dia seguinte, o treinador, a pedido da Doyen, não meteu o Rojo a jogar, apesar do presidente lhe dizer para pôr."
Bruno de Carvalho falou também do contrato de Carrillo, que se voltasse a Portugal não poderia jogar num dos rivais e que ontem Octávio Machado afirmou em tribunal que essa informação poderia ter sido retirada do seu computador.
"Se o Octávio Machado disse que essa informação estava no seu computador, não deveria estar. Não estava autorizado a ter essa informação. E quem lha passou não deveria ter passado. Sempre tive dúvidas porque é que o Carrilho não assinou, mas se o Octávio jurou aqui que tinha esse documento já percebi".