Doyen gastou 84,4 milhões a comprar jogadores

Documentos de contabilidade agora conhecidos referem expressamente a rubrica "players aquisitions" (aquisição de jogadores), ou seja, a Doyen, ao adquirir, tornou-se proprietária.

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• Foto: D.R. Record
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A Doyen Sports, uma empresa sediada em Malta e administrada pelo português Nélio Lucas, gastou 84,4 milhões de euros na aquisição de jogadores, até março de 2015, segundo um documento publicado pelo Football Leaks.

Num mapa detalhado das operações realizadas entre 25/8/2011 e 3/3/2015, vê-se que a Doyen adquiriu percentagens dos passes de 31 futebolistas, grupo no qual se incluem Mangala, Defour, Falcão, Rojo, Labyad, Brahimi, Bilal Ould Chikh, Luís Martins e Baba, todos com ligação ao futebol português. Nesse período, a organização lucrou 38,5 milhões de euros, tendo sido a transferência de Mangala um dos negócios mais bem-sucedidos: depois de investir 2,6 milhões em 33,3%, a Doyen encaixou 10,9 milhões, tendo apurado 8,3 milhões. Os lucros sobem para 44,4 milhões quando são contabilizados os empréstimos de futebolistas.

Estes documentos surgem no Football Leaks um dia depois de Nélio Lucas ter defendido no Parlamento Europeu o "extermínio" das TPO (partilha de passes por terceiros), ao mesmo tempo que pediu a regulação das TPI (financiamento por terceiros).

Afinal é proprietária

A Doyen esforça-se, com apoios de peso como o do líder da liga espanhola, Javier Tebas, por provar que a sua atividade não se enquadra no que é considerado a copropriedade de passes com clubes, proibida pela FIFA desde maio de 2015, mas os documentos de contabilidade agora conhecidos referem expressamente a rubrica "players aquisitions" (aquisição de jogadores), ou seja, a Doyen, ao adquirir, tornou-se proprietária.

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