Football Leaks: Tribunal investiga inspetora da PJ

Aida Freitas assinou um auto sem o ler, podendo incorrer num crime de falsidade de declarações

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O tribunal decidiu extrair uma certidão para investigar Aida Freitas, inspetora da Polícia Judiciária que pode vir a responder pelos crimes de falsidade de documento e falsas declarações. Isto devido ao facto de Aida Freitas ter assinado sem ler o Relato de Diligência Externa da operação de vigilância ao encontro de Nélio Lucas e Pedro Henriques com o arguido Aníbal Pinto – acusado de, em coautoria com Rui Pinto, ter tentado extorquir a Doyen – , na área de serviço da A5, em Oeiras, a 22 de outubro de 2015. A testemunha assumiu que “se tivesse lido, não teria assinado”.

A inspetora estava dentro deste espaço acompanhada pelo inspetor Hugo Monteiro e garantiu não ter ouvido nada da conversa entre o antigo CEO da Doyen e o advogado de Rui Pinto, o que não corresponde com o que o seu colega testemunhou.

Hugo Monteiro revelou que ouviu Nélio Lucas e Pedro Henriques a questionarem Aníbal Pinto sobre a “legalidade” do acordo que passava por o fundo pagar entre 500 mil a um milhão de euros para que o hacker parasse de divulgar no site Football Leaks documentos relativos a esta empresa.

O inspetor referiu ainda que ouviu o trio a falar sobre um disco rígido. Monteiro tinha recebido instruções para fazer uma “detenção em flagrante delito se ocorresse a entrega de algum objeto”. Por fim, revelou que, devido a “algumas expressões” ficou com a perceção de que Aníbal Pinto “poderia ter algum ascendente” sobre Rui Pinto. *

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