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05 fevereiro 2016 - 16:48

Jorge Mendes ficou com 17,5% do passe de Rui Patrício em 2012

Leões também pagaram 175 mil euros de comissão previstos num aditamento

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A renovação de contrato de Rui Patrício com o Sporting, em agosto de 2012, valeu à Gestifute, a empresa do agente Jorge Mendes, uma comissão de 175 mil euros e a posse de 17,5% dos direitos económicos do guarda-redes, segundo documentos publicados esta sexta-feira pelo Football Leaks.

Para assegurar a renovação de Rui Patrício, o Sporting, então liderado por Godinho Lopes, contratou os serviços da Gestifute, em 6 de agosto de 2012, que garantiria a seu favor, como contrapartida pelos serviços, 17,5% dos direitos económicos, se o negócio se concretizasse "até 31 de setembro de 2012" – embora setembro continue a ter apenas 30 dias…

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Posteriormente, a 13 de agosto de 2012, o contrato Sporting-Gestifute teve um aditamento que garantiria à empresa uma comissão de 175 mil euros, no caso da renovação ocorrer até 31 de agosto e se o novo contrato fosse válido até à época 2017/18. O que veio a verificar-se.

Rui Patrício renovou por seis épocas, no dia 26 de agosto de 2012, e a Gestifute viu cumpridas todas as prerrogativas que lhe garantiriam o encaixe e a posse dos direitos económicos.

No mesmo contrato, o Sporting, no caso de receber uma proposta para transferência do guarda-redes igual ou superior a 18 milhões de euros e não a pretendesse aceitar, comprometia-se a adquirir a percentagem dos direitos económicos propriedade da Gestifute, ou seja, cerca 3,15 milhões de euros.

Inversamente, se os leões pretendessem aceitar a proposta de compra feita por outro clube, a Gestifute teria 15 dias para apresentar uma proposta alternativa. Mais, se o valor apresentado pela empresa de Jorge Mendes fosse 5% superior a outra que o Sporting tivesse em mão e mesmo assim o clube optasse por esta, o cálculo da percentagem a receber pela Gestifute seria feito a partir da sua própria proposta.

No mesmo documento e na hipótese de Rui Patrício ser transferido, o Sporting comprometia-se a ceder prestações do valor a receber para pagamento de créditos da Gestifute.

A transferência não só não foi realizada até hoje, como Rui Patrício até mudou de empresário, sendo representado pela Proeleven, de Carlos Gonçalves, desde 2015.

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