Nélio Lucas sobre empréstimo da Doyen ao FC Porto: «A memória não é de ferro»

Ex-administrador do fundo de investimento voltou ao tribunal no processo 'Football Leaks'

• Foto: Duarte Roriz

Nélio Lucas, ex-administrador da Doyen, revelou esta terça-feira à saída de mais uma sessão do julgamento do processo 'Football Leaks' não se recordar dos detalhes relativos aos empréstimos do fundo de investimento à SAD do FC Porto.

Confrontado pelos jornalistas sobre o momento em que foi questionado por Francisco Teixeira da Mota, um dos advogados de Rui Pinto, sobre uma verba que surge nas contas da SAD do FC Porto como empréstimo no valor de 3 milhões de euros concedido pelo Banco Carregosa, entidade bancária que terá trabalhado com a Doyen, Nélio Lucas referiu não se recordar da forma como foi realizada a operação.

"Fui confrontado com algumas situações específicas e a memória não é de ferro", afirmou Nélio Lucas. "Tem de perguntar ao FC Porto. Eu não trabalho no FC Porto, não posso falar sobre isso. Já esclareci esse assunto lá dentro. Como o FC Porto registou a operação, tem de perguntar ao FC Porto. Seguramente está documentado e bem documentado, como foi sempre feito pela Doyen em todos os seus contratos", acrescentou Nélio Lucas. "Se o FC Porto registou o empréstimo como Banco Carregosa, foi porque foi o Banco Carregosa que fez o empréstimo", insistiu o ex-administrador da Doyen. 

Relativamente a Alexandre Pinto da Costa, Nélio Lucas admitiu ter feito negócios e pagamentos ao empresário e filho do presidente do FC Porto. "Alexandre Pinto da Costa é um empresário como qualquer outro, fez negócios comigo e tenho orgulho dos negócios que fiz com ele. Se puder fazer mais algum, farei", assumiu.

Depois de na parte da manhã a defesa da Doyen tentou travar as questões da defesa de Rui Pinto, Nélio Lucas admite que "o que se estava a esclarecer ali dentro nada tem a ver com os crimes que estão em causa". "Foi inventado um exemplo de que gostei bastante. Se a casa é roubada e estamos a discutir o roubo à cada, não tenho de justificar como comprei a casa. Tribunal entendeu que gostava de ser esclarecido e eu prestei os esclarecimentos que tinha de prestar", justificou.

Por Record
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