Rui Pinto conhece hoje a sentença
Em janeiro, nas alegações finais do processo, o Ministério Público (MP) pediu a condenação com pena de prisão de Rui Pinto, já que a procuradoraMarta Viegas considerou que apenas o crime de sabotagem à SAD leonina não ficou provado, uma vez que o sistema do clube já se encontrava inoperacional quando o pirata informático acedeu e que a violação grosseira do direito à vida privada é particularmente grave.
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Rui Pinto, pirata informático que, entre 2015 e 2019, desencadeou o Football Leaks, divulgando documentos confidenciais da indústria futebolística, e que está acusado de 90 crimes, conhece hoje a sentença do Tribunal de Lisboa. Recorde-se que o hacker está a ser julgado por crimes informáticos, mas também tentativa de extorsão.
Em janeiro, nas alegações finais do processo, o Ministério Público (MP) pediu a condenação com pena de prisão de Rui Pinto, já que a procuradoraMarta Viegas considerou que apenas o crime de sabotagem à SAD leonina não ficou provado, uma vez que o sistema do clube já se encontrava inoperacional quando o pirata informático acedeu e que a violação grosseira do direito à vida privada é particularmente grave.
Por sua vez, e pese embora o facto de ter admitido várias violações da privacidade informática, o hacker não confessou ter sido o criador do blogue Mercado de Benfica, que revelou muita informação confidencial sobre o clube da Luz. A defesa de Rui Pinto pediu pena suspensa, mas esta só se poderá aplicar caso a condenação de prisão seja até cinco anos. A Doyen, fundo de investimento que também foi alvo do pirata informático, propôs que, caso a pena seja suspensa, os dados recolhidos pelo hacker sejam devolvidos às vítimas.
Entre os 90 crimes de que é acusado, Rui Pinto enfrenta 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo ao correio eletrónico de diversos responsáveis desportivos e advogados, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting.
De referir que o pirata informático encontra-se em liberdade desde 7 de agosto de 2020 por estar a colaborar com a Polícia Judiciária, mas está, por questões de ordem de segurança, integrado no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.