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21 julho 2015 - 02:37

Alan: «Ser campeão do Mundo é uma sensação incrível»

Avançado assume que o pior momento foi falhar o Mundial de 2013 no Tahiti...

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Mais de 24 horas após a conquista do título mundial, Alan ainda digere aquela que considera a maior conquista na sua carreira. "Nem sei como explicar como me sinto. Ser campeão do Mundo é uma sensação incrível", começa por referir o avançado luso-brasileiro, que ainda arrecadou a Bola de Prata para segundo melhor jogador da competição (atrás do tahitiano Taiarui). O prémio não surpreende quem o vê jogar, mas é notável por já ser um... quarentão.

"A idade não conta. O que interessa é fazer um bom trabalho e dedicarmo-nos ao que fazemos", defende, acrescentando que o prémio e a nomeação para melhor golo da prova não surgiram do acaso. "Mostra que, mesmo com 40 anos, dedico muito à modalidade e que o meu trabalho está a ser bem feito. Mas não é só por mim, é por todos os que jogam comigo e me ajudam. Tentamos sempre fazer as coisas bem feitas, treinar o máximo possível. O resto acaba por acontecer", explica.

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Do pior ao melhor

Alan nasceu no Rio de Janeiro, mas já se sente português. Ao todo são quase duas décadas de camisola das quinas ao peito, com muitas recordações boas e outras menos felizes. "Este foi um dos melhores momentos que vivi pela Seleção Nacional, mas não posso esquecer a conquista do troféu em 2001 e o Mundialito de 2003. Este acaba por ser o melhor, porque foi a nossa primeira conquista na prova organizada pela FIFA e por termos jogado em casa", refere.

Quanto ao momento menos feliz que viveu por Portugal não tem dúvidas. "O pior foi não termos conseguido a qualificação para o Mundial anterior, que se realizou em 2013, no Tahiti", afirma.

Em Espinho o arranque foi glorioso, mas seguiu-se um resultado menos feliz com o Senegal (5-6). Apesar do desaire, o avançado acreditou sempre no sucesso. "Nunca pensámos que poderíamos não ganhar. Sabíamos o trabalho que temos feito e sentíamos muito apoio", garante.

«Esperávamos esta assistência»

• A celebração do título de campeões do Mundo, que surgiu pouco depois da conquista da medalha de bronze nos Jogos Europeus, "como não poderia deixar de ser" foi feita com um jantar de grupo, com muitas brincadeiras. O bom ambiente, aliás, foi sentido dentro e fora das quatro linhas durante todos os dias da competição. "Sempre que jogamos em casa o apoio dos adeptos é maravilhoso. Esperávamos esta assistência e audiências, pelo que vimos nos Mundialitos", explica Alan, radiante.

NÚMEROS

10 Golos marcados no Campeonato do Mundo de 2001 tornaram-no no melhor marcador da prova, que decorreu no Brasil

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17 São os anos que leva a vestir a camisola da Seleção Nacional, tendo conquistado dois Mundiais, um Mundialito (na Figueira da Foz), duas Ligas Europeias e seis Taças da Europa

40 Anos tornaram-no no segundo jogador mais velho neste Mundial. Alan só foi superado pelo paraguaio Roberto Ucaña, que já celebrou o 43.º aniversário

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