Filho de Madjer sonha ser melhor jogador do que o pai nas areias: «Não escondo que gostava...»
"Quero é que ele seja feliz, seja no hóquei, no futebol, no andebol ou noutro desporto, mas é evidente que me deixa ligeiramente mais alegre que tenha escolhido a modalidade que tanto amo", disse.
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Madjer dá nome a um torneio juvenil em que têm despontado diversos craques para a modalidade, entre os quais o filho - destacou a leitura de jogo e a solidariedade com os colegas como principais atributos do descendente, referindo, no entanto, que só com muito trabalho vai conseguir atingir o patamar que pretende.
"Estou certo de que pode vir a ser o melhor jogador do mundo, e muito melhor do que eu fui, mas terá de trabalhar bastante porque hoje há muitos talentos espalhados pelo mundo", afirmou o antigo atleta do Sporting, de 45 anos, relembrando que quando começou a praticar futebol de praia a realidade era bastante distinta.
O antigo capitão da seleção portuguesa reitera que nunca pressionou o filho para que lhe seguisse as pisadas, todavia, contou ter ficado bastante satisfeito que tenha sido a escolha de Bernardo. "Quero é que ele seja feliz, seja no hóquei, no futebol, no andebol ou noutro desporto, mas é evidente que me deixa ligeiramente mais alegre que tenha escolhido a modalidade que tanto amo", disse.
Madjer deixou um legado único na modalidade, tendo festejado três Campeonatos do Mundo (2001, 2015 e 2019), cinco Ligas Europeias (2007, 2008, 2010, 2015 e 2019) e sido, por cinco vezes (2003, 2005, 2006, 2015 e 2016), considerado o melhor jogador do mundo da modalidade.
Participou em nove Mundiais e marcou, em 22 anos de carreira, 1.082 golos em 583 jogos.
No entanto, e apesar de ser detentor de um currículo recheado de conquistas coletivas e individuais, nada deixaria o atual coordenador de futebol de praia da Federação Portuguesa de Futebol mais emocionado do que ver o filho Bernardo ser considerado o melhor jogador do mundo. "Seria um dia milhões de vezes mais feliz do que aqueles em que tive o privilégio de ser distinguido", rematou sem hipóteses, uma vez mais, aquele que foi considerado pela conceituada revista 'France Football', em 2019, o melhor jogador de futebol de praia da história.
Bernardo soltava gargalhadas ao ouvir as palavras do pai, ciente de que tem genes de alguém que sabe o que é ser o melhor jogador do mundo nas areias. "Numa primeira fase, quero ajudar o Sporting a atingir os objetivos e ser chamado à seleção portuguesa, mas não escondo que gostava de ser reconhecido como o melhor do mundo...e melhor jogador do que o meu pai", confessou.