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20 novembro 2015 - 05:36

Madjer: «Uma verdadeira temporada de sonho»

Aos 38 anos, o capitão da Seleção Nacional de futebol de praia foi eleito o melhor jogador do Mundo, depois de ter ajudado Portugal a conquistar o Mundial e a Liga Europeia. E promete continuar enquan

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Aos 38 anos, o capitão da Seleção Nacional de futebol de praia foi eleito o melhor jogador do Mundo, depois de ter ajudado Portugal a conquistar o Mundial e a Liga Europeia. E promete continuar enquanto se sentir útil......

RECORD - Aos 38 anos conquistou o prémio de melhor jogador do Mundo. Estava à espera?

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MADJER – Nunca espero qualquer tipo de troféu individual. Dou sempre o melhor de mim em prol das equipas que trabalho e da Seleção.

R - Que balanço faz desta época?

M – Foi uma verdadeira temporada de sonho. Uma das melhores da minha carreira, se não a melhor.

R - O ano 2015 foi inesquecível para o futebol de praia português. A que se deveu este sucesso?

M – Deve-se ao trabalho coletivo e a um compromisso de toda a equipa em buscas dos objetivos.

R - Como se explica que uma Seleção que falha um Mundial, na edição seguinte conquiste o troféu e ainda vença a Liga Europeia?

M – Evoluímos muito ao logo destes anos com os treinadores, staff e jogadores que tivemos, mas faltava algo. E essa mudança só dependia dos jogadores .

R - Com a saída de José Miguel do comando da Seleção e de alguns jogadores de renome, muitos questionaram o futuro da equipa. Como viu estas mudanças?

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M – O José Miguel é uma das chaves do sucesso da Seleção atualmente, tal como tantas outras pessoas que por lá passaram. O trabalho da FPF também fez com que existisse uma evolução a nível de conquistas.

R - A renovação da Seleção Nacional está a dar frutos, mas demorou algum tempo...

M – Tem de haver sempre um período de maturidade, e foi o que aconteceu, tal como no início da modalidade, que começou a ganhar espaço em 1998.

R - Portugal continua a ter muita matéria-prima?

M – O nosso país tem condições naturais para a prática da modalidade e a FPF, juntamente com as autarquias, tem conseguido que os novos valores surjam na Seleção Nacional, assim como nos vários clubes.

R - Uma questão levantada nas seleções são as naturalizações. Portugal jogou o último Mundial com quatro naturalizados. Um deles, Bê Martins, foi eleito a revelação do ano. Como vê essa situação?

M – Sendo uma modalidade sazonal em Portugal, e tendo em conta que existem atletas portugueses radicados em países com condições para a prática durante todo o ano, considero que isso é uma vantagem em termos competitivos.

R - A Seleção ainda pode continuar a contar consigo?

M – Enquanto me sentir útil, pode. Sempre disse que quando não for uma mais-valia serei o primeiro a dizer que já não dá mais.

R - Para além de capitão, considera ter um peso forte na equipa?

M – Sinto que sou um dos pilares, tal como todos os outros, cada um com a sua preponderância. Tento ao máximo manter um equilíbrio no que diz respeito à parte psicológica, pois somos pessoas diferentes, com mentalidades diferentes, mas com os mesmos objetivos. Isso acaba por tornar a minha tarefa de capitão mais facilitada.

R - Sente que há um maior reconhecimento do futebol de praia no nosso país?

M – Cada vez mais, e muito por culpa da Seleção que se tem mantido num patamar de excelência.

R - Há uma aposta no desenvolvimento da modalidade?

M – Estas conquista são fruto disso, do trabalho árduo da FPF, dos clubes e de muitas pessoas, que gostam da modalidade e tentam com muito sacrifício manter a chama acesa.

R - O que espera para os próximos anos no nosso país?

M – Espero que o trabalho que foi feito ao logo deste anos continue, para mantermos a modalidade ao mais alto nível.

«É uma honra ver o meu nome no patamar de Cristiano»

R - Como é ver-se colocado no mesmo patamar de Cristiano Ronaldo?

M – É uma honra ver o meu nome, e, consequentemente, o da família do futebol de praia, no mesmo patamar do CR7, assim como de tantos outros atletas de prestígio e que são uma inspiração para continuarmos a lutar pelos nossos objetivos.

R - Com reconhecimento global no futebol, futsal (Ricardinho) e futebol de praia, qual é o segredo do jogador português?

M – A história diz que sempre fomos um povo lutador e conquistador, isso já se torna meio caminho andado para o sucesso. Juntando a isso a nossa forte veia trabalhadora e competitiva, temos os ingredientes para lutarmos sempre com os melhores. Além disso, trabalhando com os melhores faz com que cada desafio seja encarado por nós como uma superação dos nossos limites.

No Dubai com missão bem definida

R - Neste momento o Dubai é a sua segunda casa. Pretende continuar por aí?

M – Esta é a minha segunda casa, sem sombra de dúvida. Já são cinco anos a competir no Dubai... Criei laços pessoais e profissionais. Neste momento, para além de jogador na equipa de futebol de praia acumulo funções como diretor-desportivo para esta modalidade e para o futsal no Al Ahli. Quero continuar o trabalho que iniciei há quatro anos e terminá-lo. Só depois darei por concluída a minha ajuda ao futebol de praia dos Emirados Árabes Unidos.

R - Projetos para o futuro. O que esperar do Madjer?

M – O futebol de praia está em crescimento em todo o Mundo e quero fazer parte desse crescimento. O meu futuro a curto prazo passa por desenvolver os projetos no Sporting e no Al Ahli Club Dubai, mantendo-me em atividade como jogador.

Líder leonino apoia projeto

R - Que projeto o aliciaria a voltar ao nosso país?

M – Algo relacionado com a Seleção Nacional e o Sporting.

R - Como está a sua ligação ao emblema de Alvalade, pelo qual disputou o Campeonato Nacional?

M – Mantenho o vínculo contratual como responsável pela secção do futebol de praia do Sporting e continuo a tentar desenvolver ao máximo esse departamento no clube.

R - Até onde pode crescer este projeto/modalidade? Sente o apoio do presidente Bruno de Carvalho?

M – Em dois anos, esta realidade tem vindo num crescendo a todos os níveis. O que inicialmente era um projeto com ideias bem definidas, após dois anos, vemos já essas ideias consolidadas. Há também novas a surgir, para bem do crescimento da modalidade, não só no clube, mas como no país e no Mundo. O presidente tem sido um dos maiores impulsionadores e apoiantes do futebol de praia no universo leonino, e não só!

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