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06 julho 2017 - 07:32

Mário Narciso: «Sótãos fazem falta»

Elogia clube formador

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O Sótão dispõe da única escola de formação de jogadores de futebol de praia no país e "provavelmente do Mundo", nota o autarca Walter Chicharro. E apesar de, hoje em dia, disputar o escalão secundário, o clube continua a formar jovens talentos. Para o selecionador nacional Mário Narciso, o emblema da Nazaré é, aliás, uma referência e devia ser replicado a nível nacional.

"Fazem faltam mais Sótãos e mais Nazarés ao futebol de praia. Seria muito bom se houvesse mais projetos semelhantes. Já tive a oportunidade de assistir a treinos das escolinhas do Sótão, com dezenas de miúdos a praticarem a modalidade, o que não acontece em mais parte nenhuma do país", nota o setubalense, de 63 anos, que está há vários anos à frente da equipa das quinas e já identificou futuros selecionáveis nos campeonatos nacionais. "Tenho assistido a muitos jogos e temos muitos jogadores que estão a evoluir de uma forma bastante positiva. Temos gente para aparecer no futuro", esclarece Mário Narciso.

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Para o técnico do Sótão, as palavras do selecionador "são um motivo de orgulho". "É gratificante ouvir isso. É o resultado do trabalho que o clube tem feito desde o princípio da modalidade a nível nacional. Tem sido um trajeto que nos tem orgulhado a todos, temos fornecido vários jogadores à Seleção e esse trabalho é reconhecido", afirma Paulo Henriques, que considera que há novos talentos nazarenos a surgir e que, em breve, podem também merecer uma chamada aos trabalhos da Seleção, sendo o objetivo para esta temporada o regresso à Elite, depois de um desempenho meritório da equipa na Euro Winners Cup.

Viveiro

Os números comprovam que a Nazaré é um viveiro de talentos. Se Jordan Santos e Bruno Novo (Sp. Braga) são, hoje, os maiores expoentes, há 12 nazarenos que já envergaram a camisola das quinas, tendo conquistado inúmeros títulos, desde que Rui Codinha se sagrou campeão da Europa em 2001. Seguiram-se João Carlos Delgado, Rui Delgado, Vítor Maranhão, Ademar Israel, Duarte Vivo, Bruno Henriques, Lúcio Carmo e Tiago Lopes, todos com passagem no Sótão.

Tiago Batalha (Nacional) foi o único nazareno a representar a Seleção Nacional sem passar pelo clube da terra onde nasceu.

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