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Polémica no Uruguai: Jogadoras falam em "falta de segurança" e interrompem campeonato "por tempo indeterminado"

• Foto: Action Images

Polémica no futebol feminino no Uruguai. Em comunicado publicado esta sexta-feira, as jogadoras da primeira divisão uruguaia informaram que irão parar as atividades desportivas "por tempo indeterminado até que sejam dadas garantias de segurança necessárias", reclamando "falta de vontade política" por parte da Federação uruguaia de futebol e dos clubes em "apresentar soluções" aos problemas que o futebol feminino tem atravessado, naquele país, nos últimos tempos.

No longo comunicado publicado hoje, as jogadoras pedem à AUF a elaboração de um protocolo de segurança com controlo de acesso aos jogos, que permita garantir "a segurança das jogadoras, dos árbitros e do público em geral" e restabelecer "a harmonia e o ambiente familiar" que caracteriza a competição.

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Leia o comunicado das jogadoras na íntegra:

"Devido à falta de vontade política em apresentar soluções, por parte da AUF e dos clubes, e como consequência da medida sindical adotada pela AUDAF em relação à impossibilidade de presença de público nos jogos realizados no estádio Charruá por motivos de segurança, as jogadoras da primeira divisão feminina de futebol comunicam o seguinte:

"Há muito tempo que reclamamos respeito e melhoria das condições de competição da nossa disciplina, pois a nossa intenção é, sempre foi, participar nela, promovendo o seu desenvolvimento e procurando valorizar o produto. O facto de competirmos sem a presença do público e sem transmissão televisiva não faz mais do que atentar contra a própria essência do desporto e contra o desenvolvimento e crescimento para o qual temos vindo a trabalhar.

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"É, por tudo isto, que as jogadoras da primeira divisão de futebol feminino resolveram declarar suspensão da atividade por tempo indeterminado até que sejam dadas as garantias de segurança necessárias para que os jogos continuem a ser disputados no estádio Charruá, ou que os clubes estabeleçam locais adequados para os jogos da primeira divisão de futebol feminino.

"Nesse sentido, exortamos a AUF a trabalhar em conjunto para desenvolver um protocolo de segurança com controlo de acesso aos jogos, que garanta a segurança das jogadoras, dos árbitros e do público em geral, e restabeleça a harmonia e o ambiente familiar que carateriza a nossa competição", pode ler-se.

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Por Record
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