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Revelados os áudios polémicos do treinador do Rayo: «Temos de pegar numa maior de idade e carregar em cima dela»

Foto: Rayo Vallecano

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Regresso de Carlos Santiso à equipa feminina do Rayo Vallecano motivou investigação do Comité de Ética da RFEF

O regresso de Carlos Santiso ao comando técnico da equipa feminina do Rayo Vallecano deu início a uma revolta por parte dos adeptos do clube que, desde então, têm pedido a saída imediata do polémico treinador.

O motivo que está por trás desta revolta por parte dos aficionados do Rayo Vallecano prende-se com a divulgação de áudios em que Carlos Santiso, na altura da primeira passagem do treinador pela equipa feminina do clube, surge a incentivar os restantes membros da sua equipa técnica a violar uma jogadora do Rayo Vallecano. Nesses áudios divulgados em grupos de 'WhatsApp', a que a 'CadenaSER' teve acesso, Carlos Santiso relembra o caso de violação que envolveu três jogadores do Arandina CF e uma rapariga de 15 anos, em 2017, utilizando o exemplo de forma a aliciar os colegas de profissão.

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"A nossa equipa técnica é incrível, mas ainda nos faltam algumas coisas. Falta-nos, como já tenho dito, fazer algo como fizeram os do Arandina, falta-nos pegar numa [jogadora], mas que seja maior de idade para não nos metermos em problemas e carregar em cima dela todos juntos. Isso é o que realmente une um staff técnico e uma equipa. Vejam só os do Arandina, iam diretos à subida de divisão", terá dito o treinador espanhol, num áudio que foi esta terça-feira divulgado pela imprensa espanhola.

A polémica em torno do regresso de Carlos Santiso ao clube levou o Comité de Ética da Federação Espanhola de Futebol (RFEF) a dar início a uma investigação, esperando-se que este órgão se pronuncie oficialmente sobre este caso "nas próximas horas", em forma de comunicado, como adianta o jornal espanhol 'Marca'.

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Anunciado no dia 28 de janeiro como novo treinador da equipa feminina do Rayo Vallecano, Carlos Santiso recebeu duras críticas por parte de vários adeptos do clube, que no dia seguinte à contratação já pediam a saída imediata do técnico.

"Há uns tempos, opusemo-nos à contratação de um nazi, hoje fazemos o mesmo diante de um machista degenerado. Nem as ideias de um nem os atos do outro representam, de forma alguma, os valores da 'Franja', pelo que esperamos que seja demitido imediatamente e não manche ainda mais o nome do nosso clube", podia ler-se através de uma mensagem divulgada nas redes sociais da Associação da Casa de Sócios do Rayo Vallecano.

Além desse comunicado, foi ainda colocada, nesse mesmo dia, uma faixa na cidade desportiva do clube: "Por respeito às mulheres, Santiso fora de Vallekas", dizia.

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Por Record
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