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Macau perdeu esta sexta-feira, por 13-0 com a Coreia do Sul, num encontro de qualificação para a Taça do Leste Asiático, que foi também a primeira partida oficial da seleção feminina de futebol da região desde 2023.
Na estreia do Grupo A da fase de qualificação, que está a decorrer na ilha norte-americana de Guam, no oceano Pacífico, as sul-coreanas impuseram o favoritismo e chegaram ao intervalo a vencer por 5-0.
A toada manteve-se na segunda parte, com a Coreia do Sul, que ocupa atualmente o 19.º lugar no ranking mundial, a marcar mais oito golos, com destaque para o hat-trick de Kim Ji-hyeon.
Na equipa de Macau, que está na 176.ª posição do ranking da FIFA, a portuguesa Ana Sofia da Silva foi titular na defesa, enquanto a também portuguesa Sara Kei Fonseca entrou aos 71 minutos.
Sara Kei capitaneou a Associação Desportiva e Recreativa Académica de Macau na conquista do primeiro campeonato feminino de futebol de 11 no território, realizado em 2025.
Macau ainda vai jogar no domingo contra a outra seleção do Grupo A, Guam, embora já só para cumprir calendário, uma vez que a equipa da casa já tinha perdido com a Coreia do Sul por 0-5 na quarta-feira.
O primeiro jogo oficial da seleção feminina de futebol de Macau, em 2014, foi precisamente contra a ilha de Guam, que terminou com uma derrota por 11 bolas a zero.
As sul-coreanas já garantiram o primeiro lugar do grupo e irão defrontar na final da qualificação as vencedoras do Grupo B, que opõe a seleção de Taiwan às Ilhas Marianas do Norte.
Quem vencer irá conquistar um lugar na Taça do Leste Asiático 2026, para a qual já estão qualificadas a anfitriã, China, e as duas equipas com melhor ranking na região: Japão e Coreia do Norte.
A FIFA proibiu em 2024 os jogadores das seleções do território sem passaporte de Macau - apenas atribuído a cidadãos chineses com estatuto de residente permanente - de representarem o território. No entanto, algumas jogadoras que possuem passaporte de Macau e Portugal continuam a contribuir para uma seleção que só começou a competir em jogos oficiais há 12 anos.
Por Lusa