Algarve Cup: Selecionador do Brasil recusa favoritismo na final com Canadá

Duelo decisivo disputa-se esta quarta-feira

John Herdman e Vadão, selecionadores de Brasil e Canadá, juntos na conferência de imprensa desta terça-feira.
• Foto: André Sanano

O selecionador do Brasil, Vadão, recusou esta terça-feira o favoritismo da sua equipa frente ao Canadá, na final da Algarve Cup de futebol feminino, desvalorizando as duas vitórias recentes sobre o adversário.

"Embora tenhamos vencido em dezembro do ano passado foram dois jogos difíceis e competitivos. Vi os jogos deles aqui no Algarve e estão num bom momento. Não há como garantir um vencedor à partida", disse Vadão, que sublinhou a importância da disputa deste torneio em Portugal.

O selecionador canarinho lembrou que o Brasil vive um momento em que dezasseis das atletas deste grupo alinham no estrangeiro, razão pela qual este torneio é "importante por permitir em curto espaço de tempo de 12 dias disputar quatro jogos e preparar a equipa para os Jogos Olímpicos".

Para Vadão, a Algarve Cup é uma oportunidade de ouro para "sentir as atletas, revezá-las e colocar a jogar as que não são titulares no momento para ganharem ritmo e rotinas".

O selecionador brasileiro desvalorizou as duas vitórias do Brasil sobre o Canadá num torneio no Brasil em dezembro de 2015, tecendo elogios ao adversário, cujo potencial diz "conhecer bem", mas espera "voltar a vencer" nesta final.

Já o selecionador canadiano, John Herdman, considerou esta final como um "teste importante" para a sua seleção e sobre as duas derrotas com o Brasil há poucos meses lembrou o contexto em que elas ocorreram.

"Naquela altura tínhamos uma equipa nova, estávamos num momento de transição. Entretanto, entraram novas jogadoras e estamos juntos há três meses e a trabalhar arduamente para nos colocarmos numa posição em que possamos competir com adversários do nível do Brasil", disse Herdman, para quem a seleção 'canarinha' é uma das favoritas a conquistar os Jogos Olímpicos Rio2016.

O selecionador canadiano não poupou elogios ao seu colega brasileiro: "Está a fazer um grande trabalho. Com equipas anteriores tivemos resultados muito positivos frente ao Brasil, mas não desde que este selecionador assumiu o cargo. Estou ansioso pelo jogo de amanhã [quarta-feira]".

Herdman lembrou a "fácil qualificação" na Confederação da América do Norte, Central e Caraíbas (CONCACAF) para os Jogos Olímpicos, na qual o Canadá teve de disputar apenas dois jogos, razão pela qual considera como fundamental a participação na Algarve Cup.

"Queríamos ver como as nossas jogadoras se comportavam frente às seleções europeias, melhor organizadas e física e defensivamente mais fortes. Algumas destas jogadoras vão ser testadas outra vez frente ao Brasil e sairei daqui a saber com mais clareza quais as que escolherei para alcançarmos o pódio no Brasil, que é o nosso objetivo", concluiu Herdman.

A capitã da seleção canadiana, Christine Sinclair, considerou o Brasil "uma seleção de classe mundial", lembrou as duas derrotas recentes, mas ressalvou o facto de o contexto desta final "ser outro", manifestando a convicção no triunfo da sua equipa.

Quanto à defesa central brasileira Raphaella de Sousa, desvalorizou as duas vitórias sobre o Canadá na antevisão desta final frente a uma "excelente equipa", que colocou "muitas dificuldades" ao Brasil nesses dois jogos, e que "vai voltar" a fazê-lo, pelo que "não há vencedor antecipado".

Tanto o Brasil como o Canadá irão disputar pela primeira vez a final da Algarve Cup, na quarta-feira, tornando-se um deles o sexto país a vencer a competição.

Por Lusa
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