Andreia Norton e a paixão pelo futebol: «Só me lembro de uma vez ter recebido uma boneca»

Fugia de casa para jogar à bola, descalça na rua, e hoje é uma das figuras da equipa feminina do Sp. Braga

Andreia Norton tem 23 anos, mas tem já uma longa ligação ao futebol, desde os tempos em que fugia de casa para jogar à bola na rua, descalça. Hoje é uma das referências da equipa feminina do Sp. Braga.

"Jogava sempre descalça na rua onde morava com a minha avó. Fazíamos as balizas com os sapatos ou com pedras. Às vezes quando perdia havia pancada, mas felizmente ficamos todos amigos (risos). Fugia também muitas vezes de casa para jogar à bola, a minha avó andava sempre à minha procura. Era bastante rebelde", conta, em declarações ao site do Sp. Braga.

"Acredito que estava nos genes porque o meu pai era jogador. Até aos 7 anos jogava na rua com os meus primos. Depois, fui para o CD Furadouro, joguei até aos 13 nessa equipa com os rapazes. Foi ótimo ter começado a jogar com os rapazes, eles protegiam-me bastante", explica, ainda antes de reforçar a íntima ligação ao futebol, com reflexos até nas... prendas que recebia de familiares ou amigos.

"As minhas prendas eram sempre uma bola ou umas chuteiras. Só me lembro de uma vez ter recebido uma boneca, mas normalmente era tudo relacionado com o futebol", atira.

Voltou ao Sp. Braga durante a temporada 2019/20, depois de ter passado pelo Inter de Milão e pelos alemães do Sand, ela que também já tinha estado no Barcelona em 2015/16.

"Quando cheguei a Barcelona nem queria acreditar no que estava a ver, parecia que estava a viver um sonho. Era muito nova, até me emocionei a vestir a camisola do Barcelona pela primeira vez. Depois, entrar num balneário e ter a Putellas ou a Hermoso ao meu lado foi maravilhoso", explica Andreia Norton.

"Voltei ao Sp. Braga porque quero ganhar títulos por este clube. Senti que era uma oportunidade para voltar a jogar ao meu maior nível e quero dar alegrias aos adeptos. Sempre me senti muito acarinhada em Braga. É um prazer vestir esta camisola e quero deixar a minha marca no clube", aponta ainda a atacante (joga preferencialmente nos corredores laterais) do conjunto arsenalista.

Por André Gonçalves
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