Andreia Norton fala sobre a lesão: «Foi muito difícil, nenhuma jogadora quer passar por isto»

A médio do Benfica falhou a época inteira devido a uma rotura do ligamento cruzado anterior no joelho direito

Andreia Norton na reabertura do Campo de Jogos das Furnas, num evento da Puma
Andreia Norton na reabertura do Campo de Jogos das Furnas, num evento da Puma
Andreia Norton na reabertura do Campo de Jogos das Furnas, num evento da Puma
Andreia Norton na reabertura do Campo de Jogos das Furnas, num evento da Puma
Andreia Norton na reabertura do Campo de Jogos das Furnas, num evento da Puma
Andreia Norton na reabertura do Campo de Jogos das Furnas, num evento da Puma
Andreia Norton na reabertura do Campo de Jogos das Furnas, num evento da Puma
Andreia Norton na reabertura do Campo de Jogos das Furnas, num evento da Puma
Andreia Norton na reabertura do Campo de Jogos das Furnas, num evento da Puma
Andreia Norton na reabertura do Campo de Jogos das Furnas, num evento da Puma
Andreia Norton na reabertura do Campo de Jogos das Furnas, num evento da Puma
Andreia Norton na reabertura do Campo de Jogos das Furnas, num evento da Puma
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Depois de uma época inteira fora dos relvados devido a uma rotura do ligamento cruzado anterior no joelho direito contraída em agosto, Andreia Norton falou em exclusivo a Record sobre o calvário que passou e como foi torcer pelo Benfica de fora. 

"Foi muito difícil, nenhuma jogadora quer passar por isto. É uma lesão longa que nos afasta do campo, das nossas colegas, de tudo. Foi um ano em que eu não consegui ajudar dentro de campo, mas estive sempre a apoiar e acho que isso também foi importante para a equipa, mas não deixa de ser uma fase muito complicada", assumiu a médio, de 29 anos, à margem do evento de reabertura do Campo das Furnas, em São Domingos de Benfica, numa ação promovida pela PUMA, a marca que veste a Seleção Nacional.

Ao longo do processo de recuperação Andreia Norton contou com o auxílio de Ana Borges, lateral direita do Benfica, que sofreu a mesma lesão, mas no joelho esquerdo. Apesar do infortúnio de ambas, revelou que foi 'bom', pois ajudaram-se durante todo o processo. "Há muito apoio. Ambas sabemos o que é que estamos a passar. Conseguimos sentir a dor uma da outra, mas, sem dúvida, a Ana e eu fomos importantes uma para a outra nesta recuperação. É uma lesão muito individual, mas ter sempre alguém do nosso lado, infelizmente porque ela também se lesionou, é melhor para não recuperar sozinha", expressou. 

Em relação ao panorama atual do futebol feminino português, a jogadora do Benfica exalta o hexacampeonato encarnado, afirmando que existe muito trabalho e apoio do clube para este feito. Aponta que as outras equipas têm de pensar da mesma forma, de modo a atingirem os objetivos e elevarem o patamar do futebol feminino em Portugal. 

"O futebol é isto. Felizmente as épocas têm-nos corrido bem porque nós também trabalhamos para isso. As outras equipas deviam fazer como o Benfica, que nos apoia e investe, mas depois é preciso dar tudo. Há épocas que correm bem, há outras que não são tão conseguidas e cada equipa tem que trabalhar. Acima de tudo, o importante é o trabalho e é isso também que nos faz ser tão consistentes", disse. 

Andreia Norton destaca a importância da subida da Seleção Nacional feminina à Divisão A da Liga das Nações e sonho em estar presente no Mundial do Brasil, em 2027, com a ambição de continuar a fazer história. "É muito importante para nós [a subida à Divisão A da Liga das Nações]. Queremos estar sempre no topo, sempre a jogar contra as melhores seleções e a viver os melhores momentos. É muito bom regressar, estamos todas muito felizes. Também queremos estar no Brasil, em 2027. Sem dúvida que é um sonho. Queremos voltar a fazer história, a conseguir estar presente, mas há muito trabalho para fazer", admitiu a internacional portuguesa.

A fechar, Andreia Norton destaca a importância deste tipo de eventos de requalificação de campos nas comunidades e o que representam. "Eu acho que é importante, primeiro porque renovaram o espaço e isso faz com que tenhamos mais pessoas, mais crianças, mais comunidades juntas e acho que isso é muito importante. O futebol é isso, é juntarmos todos e viver o futebol, isso é que é bonito", rematou.

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