Estados Unidos e Alemanha favoritos no Mundial feminino com 'outsiders' à espreita

Para os oitavos de final apuram-se os dois primeiros classificados de cada grupo, mais os quatro melhores terceiros

Mundial Feminino
Mundial Feminino • Foto: Carlos Gonçalves

Os Estados Unidos, três vezes campeões mundiais e líderes do ranking da FIFA, surgem na linha da frente no Mundial de futebol feminino, competição que nunca venceram na Europa e na qual têm a concorrência da Alemanha.

O gigante do futebol feminino, vencedor das edições de 1991, 1999 e 2015, tenta o tetra na competição que vai ser disputada em França, entre sexta-feira e 7 de julho, com 24 equipas distribuídas por seis grupos.

A forte tradição continua a dar o favoritismo às norte-americanas, que deverão superar facilmente o Grupo F, que conta ainda com Suécia (nona do mundo), Chile (39.ª) e Tailândia (34.ª).

Nas convocadas, destaque para nomes como a experiente Alex Morgan, a melhor marcadora na qualificação da CONCACAF, com sete golos, ou para Carli Lloyd, eleita a melhor jogadora do mundo em 2016 e segunda em 2017, num grupo que é liderado pela selecionadora Jill Ellis.

De olho no título mundial está igualmente a Alemanha, campeã mundial em 2003 e 2007, e campeã olímpica em 2016, que é segunda do mundo, e inicia a competição no Grupo B, com China (16.ª), Espanha (13.ª) e África do Sul (49.ª).

Norte-americanas e alemãs são as grandes favoritas, numa competição em que correm por fora a França (quarta), anfitriã e país das tetracampeãs europeias (Lyon), Inglaterra (terceira), terceira classificada em 2015, Japão (sétimo), campeão mundial em 2011 e vice-campeão em 2015, ou Holanda (oitavo), campeã europeia.

Campeã mundial em 1995, a Noruega (12.ª do ranking) não contará aquela que atualmente é considerada a melhor do mundo e a grande 'baixa' neste Mundial, a avançada Ada Hegerberg.

Hegerberg, de 23 anos, autora de um hat-trick em 16 minutos na final da Liga dos Campeões, foi eleita Bola de Ouro em 2018 e terceira no prémio FIFA, mas renunciou à seleção, por entender que as mulheres na Noruega ainda não têm o mesmo tratamento que os jogadores masculinos.

O Brasil, vice-campeão mundial em 2007, mantém nas suas fileiras a incontornável avançada Marta, eleita a melhor do mundo em 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2018, e a médio Formiga, um ícone do futebol feminino brasileiro e que aos 41 anos estará no seu sétimo Mundial, um recorde.

No conjunto canarinho (13.º), treinado pelo selecionador Vadão e que competirá na fase de grupos com Itália (15.ª), Austrália (6.ª) e Jamaica (49.ª), destaque ainda para as presenças da defesa Tayla e da avançada Geyse, jogadoras do Benfica.

Do futebol português estará mais uma representante, com a Nigéria a contar com a médio Uchendu, futebolista do Sporting de Braga.

Outras presenças lusas são as de Sandra Bastos, a primeira árbitra portuguesa num Mundial feminino, e a de Tiago Martins, que estará no videoárbitro, numa competição que terá pela primeira vez a ajuda tecnológica.

A seleção feminina portuguesa, 30.ª do ranking, que em 2017 teve um apuramento inédito para o Europeu, nunca participou num Mundial, tendo falhado o apuramento num grupo em que foi terceiro, atrás de Itália e Bélgica.

Para os oitavos de final do Mundial apuram-se os dois primeiros classificados de cada grupo, mais os quatro melhores terceiros.

Caberá, como é tradição, ao país anfitrião, a França, dar o pontapé de saída desta nona edição, com as gaulesas a defrontarem na sexta-feira a Coreia do Sul, no Parque dos Príncipes, em Paris.

A Alemanha estreia-se no sábado, em Rennes, diante da China, e os Estados Unidos entram pela primeira vez em campo na terça-feira, frente à Tailândia.

Grupo A: Noruega, França, Nigéria e Coreia do Sul.

Grupo B: Alemanha, China, Espanha e África do Sul.

Grupo C: Itália, Austrália, Brasil e Jamaica.

Grupo D: Inglaterra, Japão, Argentina e Escócia.

Grupo E: Canadá, Nova Zelândia, Holanda e Camarões.

Grupo F: Suécia, Estados Unidos, Chile e Tailândia.

Por Lusa
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