Rita Fontemanha: «Há muitos anos o futebol feminino estava num patamar diferente. Fui forçada a sair do país»

Jogadora do Sporting foi uma das oradoras da conversa sobre a vertente organizada pela Sérvulo

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• Foto: Instagram/Rita Fontemanha

Várias protagonistas do futebol feminino em Portugal estiveram esta quinta-feira à conversa sobre o passado, o presente e o futuro da vertente em Portugal. O debate, organizado pela Sérvulo, contou com as presenças de Rita Fontemanha, jogadora do Sporting e da Seleção Nacional, Margarida Battle y Font, coordenadora do futebol feminino das leoas, Raquel Sampaio, fundadora da Teammate Football Management, e Inês Caetano, fundadora da Sports Embassy. Numa altura em que o crescimento da vertente é uma realidade, há quem recorde os obstáculos que tiveram de ser ultrapassados. 

"Há muitos anos o futebol feminino estava num patamar diferente. Faço parte de uma geração que viu tudo. Fui forçada a sair do país para poder jogar, ter condições dignas e poder crescer e evoluir", referiu Rita Fontemanha, centrocampista do Sporting que representou o Atlético Madrid entre 2024 e 2016. "Tinha de pagar para jogar e os treinos eram muito tarde", acrescentou Raquel Sampaio, que hoje em dia é agente, mas também pisou os relvados ao serviço do Estoril. 

Rita Fontemanha e Raquel Sampaio não têm dúvidas de que a entrada dos clubes grandes no futebol feminino potenciou o crescimento desta vertente. "Tudo muda quando o Sporting e o Sp. Braga entram. A possibilidade de se ser profissional começou a ser uma realidade. Foi o primeiro grande passo", afirmou a jogadora das leoas. "O ponto de viragem foi em 2016 foi quando a FPF deu o passo de convidar os principais clubes do futebol masculino a terem futebol feminino", precisou Raquel Sampaio. 

Já Margarida Battle y Font acredita que a mudança aconteceu devido ao crescimento do papel da mulher na sociedade: "A nível cultural, o papel da mulher era secundário. A partir do momento em que isso deixa de acontecer, o desporto beneficia e vai atrás". A coordenadora do Sporting também não esquece a primeira participação de Portugal num Europeu, em 2017: "Nessa altura deu-se o 'boom'". 

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