Académica lança "Missão Briosa" para ultrapassar problemas financeiros

Participação na campanha pode ser feita de duas maneiras

• Foto: Bruno Teixeira Pires

A grave crise financeira que a Académica de Coimbra atravessa levou a Direção a lançar a operação "Missão Briosa", com o objetivo de angariar donativos e apelar aos sócios a participarem na aquisição da antiga sede do clube.

Na última sexta-feira, os sócios da Académica deliberaram, em assembleia-geral extraordinária, autorizar a Direção a contrair empréstimos ou a alienar património imobiliário pelo valor mínimo de quatro milhões de euros, para fazer face à situação financeira.

"A sua participação na 'Missão Briosa' é fundamental para dar vida à nossa Académica", refere na quinta-feira uma nota publicada na página oficial da Internet, recordando que, ao longo dos seus 129 anos de existência, "a Académica esteve sempre na linha da frente a lutar por inúmeras causas sociais, estudantis, solidárias, entre muitas outras".

A Direção considera que "com a força e a vontade dos nossos sócios, adeptos, estudantes e antigos estudantes", vai ultrapassar o momento menos positivo que a Académica atravessa.

"Este é o momento de dar as mãos pela nossa instituição, de dizer presente!", lê-se na página da 'briosa'.

A participação na "Missão Briosa" pode ser feita de duas maneiras: atribuição de donativo, independentemente de ser sócio ou não, e participação, até 15 de dezembro, na aquisição da antiga sede dos "Arcos", mas, neste caso, só para associados.

De acordo com a proposta aprovada na última sexta-feira, o imóvel poderá ser adquirido pelo mínimo de um milhão de euros por um grupo de sócios, no âmbito de uma campanha interna, de modo a que o edifício fique nas mãos de uma sociedade com ligações ao clube e, em determinado momento, possa fazer reverter novamente o edifício para a instituição.

A sociedade detida na totalidade por sócios deverá adquirir o imóvel até 15 de dezembro, caso contrário a direção do clube poderá alienar o património.

A proposta prevê ainda a venda do pavilhão Jorge Anjinho, pelo montante mínimo de três milhões de euros, ou a sua hipoteca para fazer face a empréstimos, embora esta solução esteja praticamente inviabilizada por falta de condições do clube os contrair.

Por Lusa
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