Despedimento coletivo deve-se a questões financeiras

Estudantes emitem comunicado a esclarecer a questão

Paulo Almeida lidera os destinos do conjunto de Coimbra
• Foto: Amândia Queirós

A Académica emitiu esta quinta-feira um comunicado a esclarecer a questão do despedimento coletivo de oito jogadores que faziam parte do plantel na temporada passada. Os estudantes alegam que a descida de divisão "é uma realidade que diminui abruptamente as receitas" e que é preciso fazer uma "profunda reestruturação interna".

Leia o comunicado na íntegra:

"Notícias e editoriais publicadas nos últimos dias em jornais desportivos de referência sobre a situação de alguns jogadores da equipa profissional de futebol da Associação Académica de Coimbra, SDUQ apresentam incorreções várias, cumprindo esclarecer:

1. A AAC-OAF, SDUQ desceu de divisão e irá disputar a Liga LedmanPro na época desportiva de 2016/2017. Infelizmente, esta é uma realidade que diminui abruptamente as receitas e que obriga a uma profunda reestruturação interna com vista a adaptar os seus recursos à nova realidade.

2. Essa reestruturação está em curso, no plano associativo, desportivo e financeiro.

3. De entre as receitas, a maior fatia é, de longe, composta pelos direitos televisivos pagos ao abrigo do contrato com a empresa PPTV, SA, que rendeu no ano transacto a quantia de 2 milhões de euros e que, na próxima época desportiva, irá render 500 mil euros. Uma queda, portanto, de 75%.

4. Por outro lado, o maior custo é, de longe, constituído pela massa salarial dos jogadores profissionais que a Académica tem ao seu dispôr para competir nas diversas provas promovidas pela Liga de Futebol e Federação Portuguesa de Futebol, neste momento, ainda, de aproximadamente 1,5 milhões de euros.

5. O desequilíbrio económico-financeiro por via da diminuição de receitas é manifesto e impossibilita a manutenção do mesmo número de jogadores no plantel e com a carga salarial assumida para um contexto que era de 1ª Liga.

6. Considerando as sãs práticas de eficiência na gestão e alocação dos recursos humanos que devem fatalmente reger qualquer organização, principalmente numa conjuntura recessiva, a AAC-OAF, SDUQ tem de forçosamente eliminar postos de trabalho no seu plantel para poder sobreviver.

7. A AAC-OAF, SDUQ decidiu, por isso, e depois de ter conversado com todos os jogadores individualmente, negociando novos contratos, rescindindo amigavelmente com alguns e nunca impedindo a progressão na carreira de outros que legitimamente preferiram sair, recorrer ao meio legalmente previsto de despedimento colectivo, que permitirá a manutenção de muitos contratos, excepto de alguns que objectivamente são atingidos pelo critério adoptado.

8. O processo de despedimento coletivo seguirá assim os seus termos, no respeito da legislação em vigor".

Por Lusa
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