Leandro Cardoso e o sonho de uma vida

Avançado ainda vive a emoção de quem se estreou, aos 17 anos, com a camisola da Briosa

• Foto: DR Record

De sorriso sincero, mas também sereno, muito sereno, Leandro Cardoso, de apenas 17 anos, não teve qualquer problema, no final do jogo com o Olhanense – vitória por 2-0 dos estudantes -, em admitir que estava a viver, muito provavelmente, o momento mais feliz da sua vida. A razão para esta emoção tem um nome, aliás… um número: 82. Foi neste instante, ainda com 1-0 no marcador, que Costinha o chamou para promover a sua estreia na equipa principal da Briosa.

Tal como em campo, onde mostrou ser um jogador já muito maturo para a sua tenra idade, também nas palavras Leandro… brilhou. "Esta noite um sonho tornou-se real. Cumpri o desejo de qualquer jogador da formação: jogar pela equipa principal", começou por dizer o jogador, natural da Figueira da Foz, elogiando, depois, o emblema estudantil. "Pisar este relvado foi uma grande honra e é um orgulho representar um clube como este", frisou.

Sem negar ter sentido "algum nervosismo, mas só nos dois minutos iniciais", Leandro também não ficou indiferente ao apoio que veio das bancadas. "Foi a primeira vez que senti uma coisa destas e fez com que fosse um dos momentos mais felizes da minha vida. É inexplicável sentir tanta gente a gritar o meu nome", sublinhou.

Depois de se destacar na equipa de juniores dos estudantes, que está a um pequeno passo de alcançar um lugar na fase final que apura o campeão nacional, o convite para integrar os trabalhos da equipa principal surgiu com alguma naturalidade. Pelo contrário, a pronta estreia apanhou de surpresa o jogador. "Não esperava que fosse tão cedo, apesar de saber que é fruto do meu trabalho. Tenho trabalhado muito e tenho de agradecer ao meu treinador e aos meus colegas da equipa de juniores", salientou.

Palavras que não se esquecem

Com uma estreia muito acarinhada – os adeptos responderam com muitos aplausos à sua entrada em campo -, algumas das palavras que Leandro nunca mais vai esquecer partiram de Costinha e Tozé Marreco. "Desde que cheguei aos treinos, o mister Costinha fez-me sentir que sou um jogador como qualquer outro. Fez-me sentir como se já pertencesse à equipa há muito tempo. Antes de entrar em campo, disse-me para demonstrar a minha qualidade e que tudo ia correr bem. O Tozé Marreco é um grande ponta-de-lança. Espero um dia alcançar o nível dele. As palavras que ele me disse quando eu entrei foram fundamentais para me libertar", desvendou o jovem.

Os elogios chegam de todos os lados

O coordenador técnico da formação, Pedro Santos, garantiu que a Académica pode contar com a performance deste jovem atleta. "Estamos perante um jogador notável, que conta já com 12 internacionalizações jovens e que este ano já foi chamado à seleção Sub-18. Numa posição que não abunda em Portugal, a de ponta-de-lança, ele destaca-se. Possui uma grande eficácia na finalização e tem movimentos táticos muito ricos para a posição de avançado. Para além disso, está inserido num contexto desportivo muito favorável para o potenciar, representado pela atual aposta da direção na formação", constatou Pedro Santos, garantindo, no entanto, que o que diferenciará é "a personalidade que revela para uma futura carreira profissional. É muito humilde, sabe estar, o que quer e que tem de fazer para chegar lá. Tem tudo para sonhar, desde que o faça com os pés bem assentes na relva", frisou.

Por Ricardo Chambel
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