Nacional-Académica, 2-2: Domínio repartido

O Nacional até começou bem. Mas o golo sofrido no final do primeiro tempo, abalou os locais. Os "estudantes" acabaram por merecer a igualdade

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O empate registado ontem na Choupana acaba por traduzir o futebol produzido pelas duas formações, que dominaram em partes distintas. O Nacional começou bem e chegou a 2-0, mas acusou e muito o golo sofrido já em tempo de descontos antes de Nuno Almeida apitar para o intervalo. E esta decisão errada do árbitro da partida, mudou o cariz do encontro. Se houve falta por mão de Ricardo Fernandes, é verdade que o juiz errou ao não aceitar uma decisão do seu auxiliar que estava melhor colocado e certo. Transformou um pontapé de baliza num canto e dai surgiu uma grande penalidade cometida pelo central Ricardo Fernandes que desviou a bola com a mão. Dai em diante a intranquilidade surgiu nos locais e os "estudantes" com a lição bem estudada, deram a volta ao "texto". E justificaram a igualdade, tendo até criado boas situações que Hilário foi negando.

Circulando bem a bola e com grande aproveitamento dos seus laterais bem ofensivos, a turma de Manuel Machado chegou à vantagem logo aos 15 minutos, numa falha de atenção da defesa de Coimbra que permitiu o isolar de André Pinto após uma boa assistência de Goulart. A Académica só conseguiu reagir aos 26 minutos e por Marcel que começou a demonstrar a sua classe. Hilário desviou para canto um grande remate do brasileiro. Aos 31 minutos, o guarda-redes local voltou a levar a melhor no "duelo" com o avançado visitante.

Aproveitando mais uma desatenção, André Pinto bisou, após um excelente cruzamento de Bruno. Mesmo sem deslumbrar, mas eficaz (cinco remates e dois golos), os "alvinegros" justificavam a proeza. Só que o lance da grande penalidade mudou o rumo dos acontecimentos, para além de uma "cartada" certeira de Nelo Vinga que lançou Luciano aos 39 minutos. E foi deste jogador que começou a surgir o perigo ofensivo . Por outro lado, Nuno Luís ganhou mais ofensividade e terminaram os desequilíbrios de Miguelito.

Só aos 51 minutos, quer por André Pinto, quer Alonso, o nacional poderia ter resolvido a partida. Pedro Roma brilhou.

A turma de Coimbra chegou mesmo ao empate por Marcel aos 66 minutos, repondo a verdade no jogo. Os nacionalistas podem queixar-se de alguma infelicidade pois Nuno Viveiros atirou aos poste aos 86 minutos.

Árbitro

Nuno Almeida (2). O juiz que viajou do Algarve fica ligado à história do jogo. Contrariando o seu auxiliar Carlos Santos, transformou um pontapé de baliza num canto, de onde surgiu uma grande penalidade que Marcel não perdoou. E tudo mudou...

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