O jogo entre a Académica e o Varzim, antecipado da 11ª jornada, assemelhou-se a uma etapa de montanha numa prova de ciclismo, tantos foram os altos e baixos que as duas equipas tiveram de enfrentar. Com muito suor, mas também arte, a Briosa somou os três pontos e pode agora ver a meta, colocada nos lugares de subida, de forma bem mais nítida.
Ainda alguns dos poucos adeptos se sentavam e já o Varzim fazia o mais difícil: colocar-se em vantagem. O golo surgiu aos 9’, após um bom passe de Nelsinho, lance que Rui Costa não desperdiçou. Em desvantagem, os estudantes perceberam que tinham mesmo de ‘pedalar’ e partiram para uma exibição convincente, marcada pela qualidade dos seus jogadores. Aos 21’, essa qualidade ficou patenteada no pé esquerdo de Makonda, que na cobrança de um livre restabeleceu o empate.
Por esta altura, a Académica ia liderando os acontecimentos, ainda que sem conseguir adiantar-se. Só que perto do intervalo, aos 42’, a dureza que os jogadores iam colocando em campo passou os limites, o que levou ao segundo cartão amarelo a Jeferson, deixando a equipa poveira com 10 e bem mais desprotegida. Em vantagem numérica, a formação de Coimbra lançou-se para a vitória, marcando aos 69’, por Rui Miguel – aposta de Costinha aos 62’ – e aos 77’, após um bom cruzamento de Marinho, que terminou com mais um golo de Tozé Marreco.
Por esta altura, ninguém imaginaria que o Varzim ainda poderia tentar o sprint final. Mas foi isso que aconteceu, quando Rui Costa bisou no jogo, aos 87’, aproveitando um erro de Diogo Coelho. E o empate só não aconteceu porque Lima Pereira, em cima do apito final, desperdiçou, de cabeça, uma ótima oportunidade.
Por Ricardo Chambel