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O plano B de Nabor

Três jogos, sempre ao serviço do Farense, é tudo o que Nabor regista da sua passagem pelo escalão principal do futebol português, nas épocas de 2000/01 e 2001/02. Tinha, então, 21 anos, e era um defesa/médio promissor. Uma grave lesão, contraída num Farense-Marítimo, foi o início de um processo que haveria de mudar a sua vida.

Hoje, Nabor (um primeiro nome de que não sabe a origem, mas que herdou do avô e do pai) ainda integra um plantel – o do Eléctrico, de Ponte de Sor, que disputa a 2.ª Divisão nacional –, mas os seus melhores golos são marcados no Centro de Recuperação Infantil de Ponte de Sor, onde é psicólogo clínico e coordena a equipa do Centro de Recursos para a Inclusão (CRI); entretanto, desempenha ainda funções de psicólogo clínico numa Unidade de Cuidados Continuados Integrados, em Alter do Chão. Nabor é, assim, aos 30 anos, um bom exemplo de como um jogador de futebol pode aproveitar um momento infeliz para se tornar num verdadeiro craque em termos sociais.

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Projeto. “A educação que tive permitiu-me ter a capacidade de perceber que o futebol é uma carreira muito curta e que teria que ter um plano B para a vida; o sucesso neste desporto é incontrolável, por depender de vários fatores, como o rendimento, a saúde, a equipa, e também a sorte...”, conta Nabor, que esta época já regista 5 jogos na 2.ª Divisão.

“Sinceramente, depois de três anos parado, e regressando para jogar na época passada no Fronteirense, no distrital de Portalegre, não estaria nos meus horizontes voltar a dedicar-me ao futebol de forma mais séria. Mas esta época para um projeto no Eléctrico, confiando nas minhas capacidades, e apesar do meu historial de lesões nem hesitei em aceitar o convite”, explica, ciente de que duas roturas de ligamentos no joelho e várias operações nunca lhe permitiriam ambições como futebolista.

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