O Tondela somou a segunda vitória seguida, num jogo em que foi amplamente superior: o Portimonense (três derrotas consecutivas, todas sem marcar) sentiu grandes dificuldades no processo ofensivo e mostrou muita intranquilidade na retaguarda, de nada valendo aos algarvios a briosa reação na ponta final, traduzida num golo anulado (a Dânio) por... dois centímetros.
Com melhor definição nas suas ações, o Tondela ameaçou por Rodrigo Cascavel, que acertou num poste (18’), e por Van der Heide, que cabeceou por alto (29’), antes deste mesmo jogador aproveitar uma solicitação de Tomané e a passividade da defesa da casa para abrir o marcador.
Esperava-se uma reação dos algarvios... que não surgiu. O Tondela manietou Nakajima, que não teve espaço para mostrar a sua criatividade, e os colegas também não mostraram o engenho necessário para criar problemas aos beirões, sempre muito cómodos a defender. Seria já com mais de uma hora de jogo o Portimonense haveria de fazer o seu primeiro remate enquadrado com a baliza...
Alex Costa mudou o sistema táctico ainda na primeira parte (de 3x4x3 para 4x3x3) e fez alterações ao intervalo, mas o Tondela continuou por cima e fez o segundo golo através de um homem que na época passada jogou em Portimão, Mateus Sarará.
A partir daí e até final o Portimonense deu um ar da sua graça no capítulo ofensivo, criando várias oportunidades, duas das quais desperdiçadas de forma incrível por Samy, antes do já aludido golo anulado a Dânio, por fora-de-jogo milimétrico.