Clube e Câmara não chegam a acordo

Em causa o pagamento de renda do Estádio

• Foto: Manuel Azevedo

A Câmara de Arouca e a sociedade desportiva que gere o futebol profissional do Arouca não chegaram a acordo quanto ao pagamento de cerca de 100.000 euros pela utilização do Estádio Municipal e o caso vai seguir para julgamento.

Os representantes do município e do clube da Liga NOS estiveram reunidos esta semana, no Tribunal da Feira, para tentar chegar a acordo no processo cível que envolve as duas partes.

No entanto, fonte ligada ao processo disse esta quinta-feira à agência Lusa que a audiência preliminar terminou sem que as duas partes tenham conseguido um entendimento, tendo sido marcado para o mês de junho o início do julgamento.

No processo, a autarquia reclama o pagamento de cerca de 100.000 euros relativamente a rendas e despesas de manutenção do Estádio Municipal, desde que foi criada a Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas (SDUQ) do Futebol Clube de Arouca, em 2013.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Arouca, José Artur Neves (PS), realça que não há nenhum conflito entre o município e o clube local.

"Há apenas uma questão de conformidade com a Lei. Nós entendemos que devemos cobrar isso à sociedade desportiva, mas o clube tem um entendimento diferente e o tribunal determinará quem tem razão", disse o autarca.

José Artur Neves assegurou ainda que as divergências que houve, no passado, entre o município e o clube local já foram ultrapassadas.

"Atualmente, estamos a trabalhar de braço dado para termos o clube dava vez mais alto no futebol nacional", adiantou.

Com a subida da coletividade à Liga NOS, a Câmara decidiu denunciar o protocolo onde se comprometia a pagar todas as despesas do Estádio, em virtude da mudança de personalidade jurídica do Arouca, que passou a ser uma SDUQ.

Nesse sentido, foi assinado um contrato entre as duas partes, que prevê que o clube tem de pagar uma renda anual de 6.000 euros e assumir os custos com a manutenção, bem como as despesas com água, gás, eletricidade e tratamento do relvado.

No entanto, o clube entende que o protocolo inicial, que vigoraria até outubro de 2016, mantém a sua aplicação legal, uma vez que a sociedade desportiva é gerida pela associação Futebol Clube de Arouca, sua única acionista.

Por Lusa
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