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Revolta em Arouca com ameaça de "extinção": «Se querem que nós acabemos, nós abandonamos»

Joel Pinho exaltado com arbitragem de Iancu Vasilica no jogo com o V. Guimarães B

• Foto: Ricardo Jr

O Arouca empatou em casa este sábado com o V. Guimarães B (2-2), mas a conferência de imprensa pós-jogo nem teve a análise do encontro como tema, mas sim a arbitragem de Iancu Vasilica.

Joel Pinho acompanhou Quim Machado à sala de imprensa e falou de medidas altamente drásticas. "É de lamentar o que se passou hoje. Já temos sido prejudicados noutros jogos, mas hoje foi a gota de água. Não sei se há alguma coisa contra nós, por sermos do interior. O que se viu foi um trabalho que não foi sério. O árbitro passou o jogo todo a insultar os jogadores. Este jogo tem de ser analisado. Tem de haver seriedade e a verdade tem de ser reposta. É mais fácil dizerem-nos se querem que nós acabemos e nós abandonamos. Começamos a fazer um desinvestimento, a jogar com jogadores da formação e assim até a uma lenta extinção do clube. Vimos as imagens e tenho a plena certeza quando digo que há dois penáltis por assinalar a nosso favor e um golo mal anulado. Tudo isto que aconteceu tem de se tornar público. Foi uma vergonha", afirmou, sem filtros, o diretor desportivo dos arouquenses, expulso por protestos pelo árbitro de Vila Real no decorrer do jogo.

Quim Machado também não escondeu a ira pelo trabalho realizado pelo árbitro e revelou o que foi conversado no final com a equipa de arbitragem. "Foram dados quatro minutos de compensação e eu só lhe disse que achei que era pouco tempo. Ele perguntou se eu o estava a chamar ladrão. Como é óbvio não o chamei, mas ele provocou-me. Tenho muitos anos de futebol. Nunca tive uma situação destas. Ele tem a profissão dele e eu a minha. Ajo e agirei sempre com educação. Não lhe ia chamar nada. Quanto ao jogo, houve decisões que acho que não são má-fé, mas temos imagens e o golo anulado é limpo. Há dois penáltis por marcar. Acaba por ser um dia triste. Vamos passar um Natal de uma forma que não queríamos. O que se sente é que se calhar o Arouca não é apetecível. Não somos uma equipa indisciplinada. Não fazemos anti-jogo. Respeitamos as decisões. Gostamos de trocar opiniões e nunca ultrapassámos aquilo que era o normal", sustentou, agastado por toda a situação vivida.

Carlos Pinho não calou a revolta e, após o apito final, protestou com veemência junto do observador de arbitragem presente nos camarotes do Estádio Municipal de Arouca.

Por Ruben Tavares
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