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O treinador do Chaves, Filipe Martins, realizou a antevisão ao jogo com o Portimonense, pelas 14 horas deste sábado, que irá contar para a 15.ª ronda do campeonato. Sem esquecer que os flavienses ocupam um posição favorável na competição (3.º lugar), o técnico realçou que o trajeto ainda não está terminado e que continuará a envolver "trabalho" e, para tal, salientou que é necessário "continuar unidos" como sempre.
O que espera do Portimonense? "Um bocadinho à semelhança do que falámos há duas semanas, com o P. Ferreira. Uma equipa que não está numa boa fase, até devido a alguns problemas internos, mas temos que nos focar no nosso comportamento e nossas ideias. Sabendo que, pela frente, teremos uma equipa com uma ideia bem definida. Cabe-nos a nós que este momento menos bom do Portimonense se acentue. Mas não espero facilidades, este campeonato é muito competitivo, já falámos sobre isso. Tudo o que tenha a ver com ganhar depende dos nossos comportamentos."
Há mais união na equipa devido aos resultados? "Sinceramente, desde o primeiro dia que sinto um bom grupo de trabalho, bastante unido e que não se deixou abalar pelas críticas desta 1ª volta. É um grupo mesclado de experiência e juventude, com elementos no balneário que sabem lidar com estes altos e baixos da 2ª Liga. De fora para dentro, nunca senti que passasse alguma intranquilidade por causa dos resultados. Também é devido à mensagem transmitida pela direção, uma mensagem de muito equilíbrio emocional e de trabalho. Tal como não nos viram deprimidos quando estávamos mal, também não nos vão ver em bicos de pés agora, temos um longo caminho pela frente e temos de continuar unidos tal como no primeiro dia. Agora, com os resultados positivos transparece essa união, porque ninguém mais do que os jogadores querem ganhar os jogos."
Que balanço faz da época até agora? "Se analisarmos friamente, percebemos que o Chaves é uma equipa que trouxe quase 20 jogadores novos e um treinador novo, com ideias e um sistema de jogo diferente. Isso, por muito que as pessoas não entendam, não é mágico. Não trouxe uma varinha mágica da Amadora, trouxe sim muita vontade de trabalhar. Sei da responsabilidade que tenho às costas como líder desta equipa, assim como a minha experiência como treinador. Não está a ser nada mais do que aquilo que eu esperei. Se eu tivesse estabilidade para trabalhar, sabia que podia acontecer. Temos estado em crescimento, tivemos ali quatro derrotas consecutivas, mas isso também foi um ponto de crescimento. Tivemos oito jogos sem perder, com muitos empates à mistura, depois as quatro derrotas, foi bom vermos o regresso da medalha para crescermos e unirmo-nos mais. O Robyn já teve minutos, o Pina no banco, há vontade no grupo em evoluir. Mas não ganhámos nada, longe disso, estamos dentro daquilo do lugar de subida direta, sabendo que podemos ser alcançados pelo Ac. Viseu. O pensamento cá dentro é sempre trabalhar e pensar no jogo seguinte. O mais importante é sempre o próximo jogo. Tem sido positivo para a minha carreira e quero devolver essa confiança com trabalho. Não vou prometer resultados, vou prometer trabalho todos os dias. Creio que o sentimento dos adeptos também é generalizado. No último jogo aqui em casa senti uma atmosfera positiva, já com mais gente no estádio."
Carga emocional do jogo passa para a equipa? "Acho que, para os transmontanos, é uma oportunidade de ver a sua equipa. Não traz responsabilidade, traz sim orgulho, porque as pessoas vão ver o jogo. A história do clube ninguém pode acabar e estamos a tentar escrevê-la. A importância tem de funcionar como gasolina, não como responsabilidade, isso é todos os dias. Quando vestimos o símbolo do Chaves é uma responsabilidade muito grande. Nunca é um fator de pressão mas sim um combustível."
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