Olhanense-Farense, 1-3: Regresso polémico e emotivo do clássico algarvio

O Farense venceu o Olhanense na casa do rival, por 3-1, em jogo da nona jornada da 2.ª Liga, marcado pela contestação da equipa de Olhão à atuação da equipa de arbitragem liderada por Bruno Paixão...

Olhanense-Farense, 1-3: Regresso polémico e emotivo do clássico algarvio
Olhanense-Farense, 1-3: Regresso polémico e emotivo do clássico algarvio • Foto: Filipe Farinha

O Farense venceu o Olhanense na casa do rival, por 3-1, em jogo da nona jornada da 2.ª Liga, marcado pela contestação da equipa de Olhão à atuação da equipa de arbitragem liderada por Bruno Paixão. Buval abriu o ativo para o conjunto de Olhão no maior clássico do futebol algarvio, logo aos três minutos, mas o Farense deu a volta com golos de Neca (18' e 70', o segundo de penálti) e Adelaja (28'), subindo ao sexto lugar da tabela, com 16 pontos.

Num encontro marcado por alguns momentos "quentes" entre adeptos locais e agentes policiais nas bancadas, Bruno Paixão assinalou duas grandes penalidades a favor do Farense, muito contestadas pelo Olhanense, e viu, num momento caricato, todos os jogadores da turma da casa a rodeá-lo e a aplaudirem, ironicamente, a sua decisão, após o 1-3 assinado por Neca.

Mais de dez anos depois do último duelo oficial, que remontava a fevereiro de 2004, com vitória do Olhanense (2-1), a equipa de Olhão abriu o ativo logo aos três minutos: o dianteiro francês Buval foi mais rápido a corresponder a um cruzamento de Celestino e cabeceou com sucesso. O jogo estava dividido até que Diakhite viu dois amarelos no espaço de quatro minutos, o segundo por alegada mão na bola na grande área (17'): Neca permitiu a defesa de Tiago Maia na marcação da respetiva grande penalidade, mas não desperdiçou na recarga.

Dez minutos depois (28'), o Farense confirmou a reviravolta no marcador, com um cabeceamento de Adelaja, após cruzamento de Hernâni, uma vantagem que a equipa da capital algarvia soube defender até final do jogo. O Olhanense jogou com mais "coração" do que cabeça na segunda parte e nunca conseguiu criar perigo, acabando por sofrer mais um golo, após um lance na grande área em que Tiago Maia parece cortar só a bola, mas Bruno Paixão entendeu que houve um derrube a Fábio Gomes, assinalando a grande penalidade que permitiu o "bis" de Neca.

Jogo no Estádio José Arcanjo, em Olhão

Olhanense-Farense, 1-3

Ao intervalo: 1-2

Marcadores: 1-0, Buval, 3 minutos. 1-1, Neca, 18'. 1-2, Adelaja, 28'. 1-3, Neca, 70' (grande penalidade)

- Olhanense: Tiago Maia, Duarte Machado (Murilo, 28'), Ubay Luzardo, Diakhite, Pedrelli, Semedo, Diogo Melo, Rodrigo António, Celestino (Vítor Bastos, 46'), Bazzoffia (Femi Balogun, 70') e Buval

Suplentes: Svedkauskas, Vítor Bastos, Giraldo, Weldon, Murilo, Rui Duarte e Balogun)

Treinador: António Conceição

- Farense: Ricardo, Carlitos, Diogo Silva, Wei Huang, Hugo Luz, Carlos, Bruno Carvalho (Bruno Gonzalez, 59'), Neca (Matthew, 77'), Hernâni, Adelaja e Fábio Gomes (Edinho, 83')

Suplentes: Bento, Bruno Gonzalez, Matthew, Kiki Ballack, Bilro, Edinho e Hugo Ventosa

Treinador: Pedro Correia

Árbitro: Bruno Paixão (Setúbal)

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Diakhite (13' e 17'), Duarte Machado (21'), Celestino (28'), Adelaja (38'), Carlos (45'+2), Tiago Maia (68'), Diogo Melo (79') e Carlitos (84'). Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Diakhite (17')

Assistência: Cerca de 3.000 espetadores.

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