António Barão ameaça bater com a porta

Devido à falta de ajudas em fase crucial da época

• Foto: Filipe Farinha

O presidente do Farense, António Barão, admitiu esta quinta-feira a possibilidade de demitir-se em breve, devido à escassez de apoios. "O clube é da cidade, não é meu; tenho feito um esforço titânico mas estamos a chegar a uma situação limite e, neste quadro, talvez a melhor solução passe por colocar o futuro desta instituição nas mãos dos sócios e da cidade", referiu.

A gota de água que está a originar um profundo descontentamento entre a direção do Farense prende-se com as elevadas contas de fornecimento de energia elétrica, até há poucos meses da responsabilidade da Câmara Municipal de Faro e que agora caem nas contas do clube.

"Numa fase crucial da época desportiva, em que as nossas atenções deveriam estar centradas, exclusivamente, em trabalhar a 100% para garantir a permanência na 2.ª Liga, temos de arranjar 14 mil euros até 4 de abril, para liquidar a fatura da luz...", salienta António Barão.

O caso ganha ainda outros contornos por "a quase totalidade da conta da energia elétrica se referir à iluminação do pavilhão, no qual têm lugar diversas atividades de formação desportiva diariamente. O Farense presta um relevante serviço à cidade, proporcionando a prática desportiva a centenas de jovens, em diversas modalidades, e fica sufocado com a conta da luz, que a Câmara de Faro entendeu ser agora da nossa responsabilidade."

António Barão acrescenta ainda que o Farense "não pôde candidatar-se aos apoios concedidos pela Câmara às coletividades do concelho por ter dívidas à Segurança Social. A autarquia sabe disso e não fica bem passar a mensagem de que não concorremos por desleixo. Se não o fizemos, foi porque tal não é possível."

Por Armando Alves
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