José Faria: «Estou nas minhas sete quintas»
Treinador do Farense eufórico com a permanência
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José Faria, treinador do Farense, estava muito feliz com a permanência do Farense na 2.ª Liga. Na flash-interview do Canal 11 após o nulo no Restelo, o técnico lembrou o percurso que a sua equipa fez desde que chegou ao cargo de treinador dos algarvios.
"Quando chegámos, a equipa estava no penúltimo lugar. Gradualmente fomos subindo, a somar pontos. Fizemos 40, nunca uma equipa tinha descido da 2ª Liga com esses pontos. Tivemos uma média pontual bastante acima da maior parte das equipas. Tiraram-nos duas semanas de férias, porque aconteceu o que aconteceu, e tivemos de jogar os playoff até à morte", começou por dizer.
"Jogámos num grande estádio, com um campo grande. Já tínhamos feito grandes exibições em Leiria, em Vizela, no Marítimo. O São Luís tem uma mística incrível, mas as dimensões do terreno não ajudam quem quer jogar. Acho que fizemos o necessário", defendeu.
Na mesma entrevista rápida, José Faria recordou a exigência de um clube histórico como o Farense. "Quem trabalha no Farense, quem caminha nas ruas de Faro, e acho que cada vez menos existe isso no futebol em Portugal, vive o clube. As pessoas de Faro são do Farense. Há cobrança. Se for fazer a barba, o senhor de 70 anos que me faz a barba vai fazer-me uma grande pressão se não ganhar no fim de semana", disse, deixando elogios ao Belenenses. "O presidente Patrick está a fazer um grande trabalho. Estes clubes merecem estar na Primeira Liga, com todo o respeito por todos os clubes. O Farense e o Belenenses fazem falta ao mais alto nível".
Por fim, deixou a decisão da continuidade nas mãos do presidente. "Sou um treinador à Farense, estou feliz, nas minhas sete quintas. O presidente é que decide. O importante agora é descansarmos, que os adeptos façam uma boa viagem. Depois vamo-nos sentar, refletir, fazer uma análise do que correu bem, do que correu menos bem, o que podemos melhorar", concluiu.