Caio Secco: «Feirense tem de estar na 1ª Liga»

Guarda-redes dos fogaceiros respondeu esta quarta-feira às perguntas dos adeptos

Depois de dois dias a ser alvo das perguntas dos adeptos do Feirense, Caio Secco respondeu esta quarta-feira a 9 questões e ainda deixou uma mensagem final a apelar a que todos sigam as recomendações da Direção Geral de Saúde. Caio explica porque o emblema de Santa Maria da Feira tem de estar de novo entre os grandes do futebol português.

"É natural que as equipas quando descem tenham o objetivo de subir logo na época seguinte. O Feirense, pela sua história, pela sua estrutura, pelos seus adeptos e por ter uma administração que honra os seus compromissos, é um clube que tem de estar na 1.ª Liga. Este campeonato da 2.ª Liga é muito difícil, ainda mais este ano com tantas equipas a reforçarem-se tão bem. Nós não começámos da maneira que esperávamos, mas o grupo manteve-se unido. Sabemos a qualidade que temos. Conseguimos ultrapassar as adversidades, começámos a ter bons resultados… agora é esperar para ver quando o campeonato vai recomeçar. Queremos acabar a época da melhor forma, dando uma alegria a todos os adeptos do Feirense", afirmou o brasileiro.

Numa fase marcada pelo isolamento social, os apoiantes feirenses também quiseram saber como se faz para manter o "alto rendimento" em tais condições. "Como todos sabem estamos a passar um momento muito difícil a nível mundial, estamos em casa por um bem maior. Acho que o Feirense traçou uma estratégia muito boa. O departamento técnico e médico traçaram, em conjunto, um plano para ser seguido pelos jogadores em casa, para além do controlo de alimentação que temos de ter. É normal que, com esta situação, os jogadores percam um pouco de ritmo, mas todo o nosso trabalho é feito com o intuito de voltarmos, após a paragem, na melhor forma possível e darmos sequência à caminhada que estávamos a fazer", esclareceu o camisola 22 dos santamarianos.

Salientando a importância dos adeptos com referência às enchentes a que se tem assistido nos últimos jogos no Estádio Marcolino Castro, Caio Secco, que vive a 3ª época em Santa Maria da Feira, escolheu dois momentos como os melhores até ao momento no clube, um individual e outro coletivo.

"O primeiro foi no início da época passada quando, em dois meses seguidos, recebi o prémio de melhor guarda-redes da Liga NOS. O segundo momento, e mais marcante, foi o jogo com o Estoril, o último jogo da época 2017/18. Um jogo que empatámos e onde conseguimos a permanência", recorda.

De 2013 a 2017, o guardião jogou em Itália e guarda no seu coração esta etapa transalpina da carreira. "Acredito que foi experiência muito, muito boa mesmo. Foram quatro anos inesquecíveis na minha vida. Cheguei muito novo ao país, tinha 22 anos. Assinei pelo Parma, um clube muito grande que depois veio a falir. Foi um país que me ensinou muito, onde cresci como pessoa e como atleta. O futebol italiano é muito diferente do brasileiro, em termos táticos, nas questões defensivas, na forma como o guarda-redes deve jogar… Passei por momentos muito bons, tive alguns maus também, aqueles que pensámos que só acontecem aos outros. Fui enganado, fiquei sem clube, mas voltei a destacar-me. Todas as coisas boas e más fizeram-me crescer e chegar ao Feirense mais maduro, com mais vivência e mais experiência", relata.

Caio Secco até respondeu a perguntas da mascote Billas sobre os seus hobbies e gostos pessoais. As fogaças tão típicas de Santa Maria da Feira são delícia para o guarda-redes, ele que aponta Fábio Espinho como melhor rematador do plantel e até, entre risos, fala do medo de Fati quando lhe tenta fazer golos nos treinos… Ainda houve espaço para uma revelação surpreendente do brasileiro, que aponta o Marselha como o seu clube de sonho e, se pudesse jogar num clube só por um dia, escolheria o Coritiba, emblema da sua naturalidade e onde fez formação.



 

 

Por Ruben Tavares
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