Filipe Rocha: «Não tenho nada a apontar aos jogadores»

Técnico do Feirense na análise ao empate de ontem diante do Ac. Viseu

• Foto: José Gageiro/Movephoto

Na conferência de imprensa após o empate com o Ac. Viseu, naquele foi o terceiro jogo seguido do Feirense sem vencer, Filipe Rocha viu duas etapas tão distintas, quase como se tratassem de dois jogos diferentes: "estamos a falar de duas partes diferentes, dois jogos diferentes".

"Uma em que sabíamos que o Ac. Viseu ia ter uma postura mais expectante, à espera do nosso erro para tentar fazer alguns contra-ataques. Nós estudamos bem o adversário, definimos bem as zonas de entrada da bola e criamos desde o início várias situações que podíamos ter, logo aos nove minutos, feito três golos. Não fizemos. Continuamos sempre durante a primeira parte a ser a única equipa a jogar no sentido da baliza e a criar perigo. O adversário não fez nenhum remate à nossa baliza e acabamos por marcar a acabar por mérito e, se calhar por justiça, devíamos estar com uma vantagem mais folgada", analisou assim o técnico fogaceiro a primeira etapa.

Na segunda parte, o treinador da equipa de Santa Maria da Feira sabia que as coisas iam ser diferentes: "sabíamos que o Ac. Viseu ia reagir e aí entramos no tipo de jogo muito direto, de pressão alta e muita primeira e segunda bola em que o Ac. Viseu é mais forte do que nós. Nós não somos tão fortes nesse tipo de jogo e num ressalto eles acabaram por conseguir fazer o golo. Nós ainda reagimos e tivemos a situação do Platiny a acabar que podia ter dado a vitória. Não conseguimos, fica o empate. Acho que o grupo merecia mais porque foi a equipa que procurou mais a baliza e circulou melhor a bola".

Apesar dos deslizes dos rivais mais diretos na luta pelo segundo lugar, Filipe Rocha não considerou a equipa ansiosa por querer vencer e distanciar-se destes: "quem viu a primeira parte não viu ninguém ansioso. Se houvesse ansiedade começava no primeiro minuto com passes falhados. Quando é preciso circular a bola é que se vê se há ansiedade ou não. Num jogo de futebol direto, de primeiras e segundas bolas não há ansiedade nenhuma. É o que der. Pode dar para um lado, pode dar para o outro. Deu para o Ac. Viseu empatar, não deu para nós, no fim, ganharmos. Tive o cuidado, na palestra, de alertá-los e avisá-los que não havia motivos para haver ansiedade e acho que os atletas interpretaram isso bem. Agora, é um tipo de jogo em que, para as características dos jogadores do Feirense, nos favoreça e foi num ressalto que eles conseguiram que o ponta de lança se isolasse e marcasse um golo. Nós ainda tentamos a vitória, mas não conseguimos converter aquela ocasião".

"Os jogos na parte final vão ser, todos eles, bastante duros. As equipas estão melhores porque corrigiram as suas lacunas e não estamos a defrontar adversários tão frágeis como na primeira volta. Toda a gente se reforçou e conseguiram melhorar seja o jogo direto, seja o jogo mais apoiado. O que conta no final, o que as pessoas analisam é o resultado final e não ligam a mais nada. Portanto, eles conseguiram o empate e nós não conseguimos vencer, mas não tenho assim nada a apontar aos atletas, tanto é que os adversários diretos também perderam pontos, sinal de que não há jogos fáceis na segunda liga. Nós alertamos isso aos atletas e eles, desta vez, interpretaram bem, ao contrário da semana passada, onde aí não gostei muito da atitude da equipa", concluiu assim a análise à partida.

Sobre a baixa de Gui Ramos, o treinador considerou ser uma baixa importante: "o Guilherme [Ramos] foi obviamente uma baixa de peso neste jogo. Nós sabíamos que este jogo mais direto ia acontecer e as características do Guilherme eram fundamentais para combater o jogo mais físico do adversário. Não o tivemos, tivemos o [Pedro] Monteiro que fez um bom jogo, não vou por aí, mas obviamente faz falta porque basta ver os jogos em que fez dupla com o Ícaro e os resultados que obtivemos. Foi uma baixa importante.

Por Filipe Silva
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