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Treinador fogaceiro insatisfeito com os erros da equipa e o nervosismo que se "tem apoderado da equipa" nesta reta final
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O Feirense recebeu e empatou com o Vilafranquense a uma bola na 30ª jornada da 2ª Liga e complicou as hipóteses de subir de divisão.
Insatisfeito com a exibição e o resultado, Rui Ferreira começou, no entanto, por agradecer o apoio dos "incansáveis" adeptos: "um agradecimento à nossa massa adepta, aos Civitas, porque foram incansáveis, tentaram puxar a equipa e não podemos esquecer e dar uma palavra nesse sentido porque a frustração é sempre grande quando não se ganha, principalmente em casa, e temos claudicado, de certa forma, alguns jogos importantes em casa e nunca temos deixado de sentir o apoio deles.
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Na análise ao encontro, o técnico do Feirense falou numa má entrada por parte do seu conjunto: "claramente não entrámos bem no jogo, nervosos, que é algo que temos vindo a debater internamente: a questão da pressão a que estão sujeitos neste momento. Não temos conseguido lidar, um bocadinho, com esse assumir naquilo que é esta parte final. De qualquer das maneiras, entramos um bocadinho nervosos, um bocadinho tensos e a equipa do Vilafranquense veio tranquilamente fazer o seu jogo, tentando enervar a gente e conseguiu. Portanto, nós, mesmo não estando bem, ofertamos um golo que nos deixou ainda mais nervosos. A partir daí, em termos estratégicos, não fomos uma equipa muito bem conseguida, não conseguíamos encontrar espaços, não conseguíamos desenvolver aquilo que treinamos durante a semana e planeamos para este jogo. Estava mais confortável a equipa do Vilafranquense, com um meio-campo sempre mais por cima, com mais bola e nós com dificuldade na chegada na luta desse meio-campo. E perdemos aqui o controlo total".
Sobre a etapa final, o treinador da formação de Santa Maria da Feira ressaltou que os seus atletas jogaram mais com "alma": "na segunda parte colocamos três elementos no meio-campo para inverter essa situação, entramos bem, estivemos melhor, mas muito com o coração, muito com alma. Algumas vezes bem jogado, outras vezes, ou muitas vezes, não tão bem jogado, mas com essa alma e chegamos ao golo. Podíamos ter feito o segundo, houve uma grande penalidade a nosso favor que não foi assinalada, mas também não quero arranjar desculpas. O Vilafranquense aproveitando sempre algum desnorte da nossa parte e desorganização para tentar sair para o contra-ataque e teve ali algumas situações onde podia ter acabado com o jogo, é um facto, mas isso fruto daquilo que era o nosso embalo para a frente".
"Corremos todos os riscos e mais alguns, mudamos a nossa estrutura pela primeira vez este ano, desfazendo a linha de três e metendo mais homens não só no meio-campo, mas estendendo mais a equipa, dando largura através do Dias. Mas aos poucos fomos quebrando noutras situações. Nós damos largura na expectativa do nosso lateral esquerdo criar ali envolvimento com o Dias, mas o Zé [Ricardo] também já estava cansado, estava desgastado e, portanto, não estávamos a conseguir. Alguns equívocos da nossa parte, não tínhamos volume ofensivo, não tínhamos presença na área, apenas o Petkov. Foi pedido ao Vargas para estar na área e ele estava constantemente descaído numa linha, portanto, não estava a compreender aquilo que lhe foi proposto. São este tipo de erros que vamos cometendo e vão-nos custando caro", comentou ainda o técnico as mensagens que não resultaram dentro do terreno de jogo.
"Obviamente que não estamos satisfeitos. Dar os parabéns ao Vialfranquense que festejou muito este empate e nós continuamos a nossa luta. Não atiramos a toalha ao chão. Enquanto houver vida há esperança e, portanto, vamos lutar. Temos quatro jogos, vamos fazer tudo para vencer esses quatro jogos e vamos ver no que é que vai dar. Mas é como eu digo e é a mensagem que eu passo internamente: não adianta nós estarmos a olhar para o vizinho do lado se não fizermos o nosso trabalho e nós não temos conseguido fazer o nosso trabalho. Algum nervosismo tem-se apoderado da equipa e vamos trabalhar, não há como fugir a isto", finalizou Rui Ferreira.
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