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André Castro a Record: «Luciano Gonçalves não tem condições para continuar e está à vista de todos»

A 1ª Feira da Indústria do Futebol e do Desporto em Portugal
• Foto: Hugo Monteiro/Movephoto

O presidente da SAD do Leixões, André Castro, esteve presente na primeira edição da EXPOFUT, a decorrer entre esta quarta-feira e quinta-feira na Arena Liga Portugal, no Porto. Em declarações a Record, o dirigente dos matosinhenses debruçou-se sobre as queixas recentes relativas à arbitragem, chegando mesmo a defender que Luciano Gonçalves, líder do CA, não tem condições para continuar. André Castro, de resto,  

RECORD - Deixou um comunicado crítico à arbitragem na derrota frente ao FC Porto B. Como encara o momentoo atual e a que se deve a insatisfação do Leixões?

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ANDRÉ CASTRO - A insatisfação do Leixões e o que aconteceu vai acontecer mais vezes no futebol português. Sentimos que os árbitros não estão com condições para fazer o melhor trabalho possível. Está à vista de todo o mundo. Neste jogo em particular, tendo em conta o que veio no relatório do árbitro, não foi bem o que eu lhe disse. Mas é natural, no meio do estádio, que não tenha percebido bem. O que eu lhe disse foi que eu achava que ele não devia ter sido o árbitro nomeado para aquele tipo de jogo. É aqui que eu digo que quem nomeia deve andar perdido. Alguém como o José Bessa, que tem aspirações e é muito qualificado, quando apita o jogo de uma equipa B com o clima do futebol português, onde toda a gente reclama, leva a que o próprio árbitro vá para o jogo condicionado. Se tiver um lance duvidoso a favor de uma equipa B ou a favor de uma equipa de 2.ª Liga, vão decidir sempre a favor da equipa B dos grandes. Na 1.ª Liga, se tiverem lance de dúvida para equipa grande ou equipa pequena, vão decidir pela equipa grande, de quem o ruído é muito maior.

R - Vai contestar o que está escrito no relatório de José Bessa?

AC - Não é mentira o que está escrito, mas há algumas palavras que fazem a diferença. 'Não devias ser tu a vir para aqui', que foi o que eu disse, tem uma conotação diferente do que ele tem lá escrito, 'Não eras tu que vinhas para cá'. São duas interpretações completamente diferentes. O resto, que o presidente do Conselho de Arbitragem [Luciano Gonçalves] não tem condições para continuar, está à vista de toda a gente. Para mim, não é problema nenhum dizer que não tem condições e dizer que devia pedir a demissão. Na campanha do presidente da Federação Portuguesa de Futebol [Pedro Proença], enquanto Presidente da Liga, foi dito que só se candidataria a presidente da Federação se tivesse unanimidade dos clubes da Liga. Nessa altura, disse que com aquele presidente do Conselho de Arbitragem, não iria ter, porque o Leixões não o iria apoiar. Se ele mantivesse aquele presidente, o presidente do Leixões não o apoiava, como não o apoiou. Enquanto presidente do Leixões, é uma fase que o futebol atravessa que não é uma novidade. Não está em causa a pessoa, não é o Luciano Gonçalves. É o presidente do Conselho de Arbitragem, a maioria dos clubes acha isso e o que é certo é que continua tudo igual."

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R - Acha inevitável que Luciano Gonçalves acabe por cair? 

AC - Acho, porque não vamos ter paz no futebol. Os árbitros não vão ter paz, porque para fazerem um bom trabalho têm que estar focados e blindados ao que estão à volta dele.

R - Há condições para o ruído diminuir? 

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AC - Se continuar tudo igual, o ruído só vai aumentar.

Por Pedro Morais
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