Carlos Fangueiro: «O espírito de família permitiu que sonhássemos com o playoff»
Treinador do Leixões é o mais recente convidado da rubrica 'Homem do Leme', da Liga Portugal
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Depois de ter estado em crise de resultados durante a temporada, o Leixões amealhou 33 pontos na segunda volta do campeonato e terminou em 7.º lugar. Ascensão essa que coincidiu praticamente com o regresso de Carlos Fangueiro ao comando técnico.
O treinador e antigo jogador dos matosinhenses foi o convidado da última edição da rubrica 'Homem do Leme', da Liga Portugal, onde explicou, entre outros assuntos, quais foram as premissas que utilizou com o plantel leixonense para tentar subir na tabela. "Falei-lhes muito na família, eu tenho uma família grande e a minha família desportiva são eles. Temos de ter ao nosso lado que nos protege quando erramos. Isso é algo difícil de passar muitas vezes, mas tive a sorte de ficarmos todos identificados com a ideia que passámos", começou por dizer o timoneiro do Leixões, sublinhando que é "um homem que conhece verdadeiramente esta casa", sendo natural de Matosinhos.
O Leixões não é só uma escola desportiva, é uma escola de vida e era determinante passar para estes homens o que era esta casa
Carlos Fangueiro
Treinador do Leixões
"Esta equipa, num determinado momento, esteve em último. Foi uma época difícil e este espírito de família e proteção permitiu que sonhássemos. Instalou-se um culto de vitória que permitiu sonharmos com o playoff de subida à 1ª Liga", frisou o técnico, de 49 anos, sem esquecer que a mística leixonense foi importante na caminhada: "Cresci aqui como jogador e como homem. O Leixões não é só uma escola desportiva, é uma escola de vida e era determinante passar para estes homens o que é esta casa. Conheço muitos adeptos em que pode haver dificuldade em haver pão na mesa, mas tem de haver dinheiro para o Leixões."
Por outro lado, Carlos Fangueiro descreveu de que forma pretende que o seu modelo de jogo seja implementado, falando numa "pressão coletiva" que é grande característica do seu estilo. "Os meus jogadores têm de ter uma forte reação à perda de bola. Mesmo em processo ofensivo, o homem que perde a bola tem de ser o primeiro a dar o exemplo. Temos de encurtar espaços. É uma reação coletiva. Acredito que todos fazem isso, mas aquilo que passo aos jogadores é fundamental", vincou o treinador do Leixões.