Paulo Lopo e o perigo do fim da 2.ª Liga: «Podemos ter novos casos como o do Gil Vicente»

Presidente da SAD do Leixões ressalva, ainda assim, que aceitará a medida perante certas garantias

Ainda não há uma decisão oficial sobre o rumo a dar aos campeonatos, nomeadamente à 2.ª Liga, mas há a possibilidade de esta prova em concreto não ser retomada. Ora, caso esse passo se concretize, Paulo Lopo, presidente da SAD do Leixões, garante que há algumas arestas por limar para se impedir processos judiciais que se arrastem no tempo.

"Eu acho que todos os clubes querem jogar, nenhum de nós é presidente para fazer contas e para trabalhar em backoffice. Queremos o espectáculo. Todos queremos que ele aconteça. Agora, há clubes que têm mais facilidade em aceitar as decisões mediante a classificação que têm. Há quem esteja ansioso por que acabe, há quem esteja renitente que acabe porque pode não lutar para subir e há quem esteja renitente para que acabe porque pode descer. Eu tenho receio que a não realização dos jogos possa abrir problemas judiciais no futuro. Acredito que se os campeonatos forem interrompidos e os dois clubes que vão em primeiros subirem e os que vão em último descerem, alguns com expectativas de subir e outros que desçam possam impugnar o campeonato e levar o caso a tribunal. Ficaremos com mais Gil Vicente’s e Vizelas para tratar", alertou o líder da sociedade matosinhense.

Seja como for, caso decisão seja mesmo a de interromper as competições ou de interromper somente a 2.ª Liga, dando prioridade à 1.ª Liga, Paulo Lopo aponta que aceitará este passo com naturalidade, pese embora deseje ver asseguradas algumas garantias.

"A minha posição é a que a Liga tomar junto com a FPF e com a DGS. Se chegarmos à conclusão de que é melhor não haver mais campeonato pelo que vai ser dado como directriz pela DGS, aceitaremos. Aceitaremos, mas de forma condicionada. Existem vários cenários: não haver mais 1.ª Liga e 2.ª Liga; haver 1.ª Liga e não haver 2.ª; e haver 2.ª e 1.ª Liga. Eu acho que se os shoppings vão ser liberados, não vejo por que razão o futebol não possa ser liberado. No entanto, se, para o bem do futebol no seu todo, for melhor que a 2.ª Liga não jogue e jogue a 1.ª, estaremos disponíveis, desde que essa decisão seja tomada pela Liga, pela FPF e pela DGS e sejam salvaguardadas os nossos interesses financeiros. Salvaguardar os meses que faltam de televisões, os prémios que temos de classificação e ainda os 45% do mês de março que a SporTTV quer descontar no próximo ano. Sabemos que o que é bom para a 1.ª liga é bom para o futebol. Aceitamos, mas temos de ter contrapartidas por parte dos clubes da 1.ª Liga/FPF de que nos vão apoiar", referiu.

Por Pedro Morais
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