Presidente do Lusitânia de Lourosa esclarece obras: «Estamos a fazer um estádio novo»

Hugo Mendes aponta o regresso a casa para o final do ano

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Lusitânia Lourosa a celebrar a conquista da Liga 3 no seu estádio
Lusitânia Lourosa a celebrar a conquista da Liga 3 no seu estádio • Foto: Fábio Poço/Movephoto
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O presidente do Lusitânia de Lourosa, Hugo Mendes, congratulou-se este sábado com a liderança invicta na Segunda Liga, assumindo o objetivo de consolidar o projeto do clube nos escalões profissionais e perspetivando a conclusão das obras no estádio até ao final deste ano.

À frente dos destinos do clube há nove anos, Hugo Mendes acredita que o projeto do Lusitânia de Lourosa reflete um crescimento sustentado que "causa ainda mais impacto com a liderança na  Segunda Liga".

"Construímos um plantel para fazer um campeonato com maturidade naquilo que é o desafio da Segunda Liga. Estamos surpreendidos [com a liderança]? Não muito, porque criámos um grande grupo de trabalho. Criámos em tão pouco tempo uma enorme família e essa família está demonstrada dentro de campo", afirma.

Apesar da liderança no campeonato, com cinco vitórias e um empate nos seis jogos disputados, Hugo Mendes revela que "o objetivo do clube é consolidar-se na Segunda Liga", admitindo que "atingir a Liga Betclic é o sonho de muitos clubes".

"Tenho nove anos de experiência como dirigente, sei o que são altos e baixos, e quando queremos muito uma coisa podemos estar a cometer erros graves. O que o Lourosa está a construir é algo sólido e sustentável, e quem sabe um dia poderá efetivamente chegar à Liga Betclic".

Não estamos a remodelar uma bancada, estamos a fazer um estádio novo, desde o relvado até às bancadas.
Hugo Mendes 

Presidente do Lusitânia de Lourosa 

Numa altura em que o clube continua as obras de remodelação do seu estádio, iniciadas há cerca de um ano, a ausência de uma "casa própria" obrigou o Lusitânia de Lourosa a jogar como anfitrião em três estádios diferentes esta época, um cenário que, segundo Hugo Mendes, acarreta constrangimentos no planeamento económico da SAD.

"Andar com a casa às costas traz sempre custos adicionais. Não conseguimos traduzir aquilo que é a publicidade de 'sponsors' num estádio que seja nosso, condiciona a nível de camarotes e lugares 'premium' porque não conseguimos dar essas condições aos nossos sócios e simpatizantes. É óbvio que isso provoca uma derrapagem no nosso orçamento", explica, lembrando que a utilização de estádios alternativos "também acarreta custos de operação".

Sobre a profunda intervenção no estádio do clube, o dirigente esclarece que a opção passou "por trabalhar com parceiros locais em vez de grandes construtoras com prazos e indemnizações fixadas", o que permite "obras mais competitivas a nível de orçamento, apesar de mais demoradas".

"A obra que estamos a fazer é praticamente um estádio novo. Não é remodelar uma bancada, é fazer tudo novo, desde relvado até bancadas, zona técnica, camarotes, balneários, assente numa infraestrutura de décadas", justifica, apontando "o final deste ano como meta para a reabertura" e ressalvando que "o processo dependerá dos ritmos de licenciamento".

Apesar dos constrangimentos de "andar com a casa às costas", Hugo Mendes enaltece "o apoio incondicional dos adeptos". "Eles, os sócios e os simpatizantes estão connosco em qualquer estádio. Conseguimos ter molduras humanas impressionantes, mesmo jogando em casas emprestadas. Têm sido irrepreensíveis", refere.

A consolidar a posição nos escalões profissionais, objetivo traçado desde que assumiu a presidência aos 34 anos, Hugo Mendes recorda que a recente eleição do clube para a direção da Liga Portugal "é um reconhecimento claro do projeto". "E também da forma credível como o clube se apresenta no panorama desportivo", conclui.

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