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Carlos Jorge: «Não renovaria se me estivesse a arrastar»

Carlos Jorge: «Não renovaria se me estivesse a arrastar»

CARLOS Jorge tem praticamente assegurada a sua renovação pelo Marítimo, preparando-se assim para a sua 11.ª temporada de verde-rubro ao peito. O capitão madeirense diz sentir-se bem e preparado para mais um ano, nem querendo ouvir ainda falar de “arrumar das botas”. Enquanto tiver forças vai continuar a competir.

“Acho que tenho condições para jogar mais algum tempo. Esta época não tive oportunidade de jogar muito, principalmente devido a uma lesão gravíssima – a princípio pensei que era uma entorse, pelo que me disseram, mas afinal acabou por ser uma rotura de ligamentos. A paragem de três ou quatro meses prejudicou-me, mas depois recuperei bem e hoje sinto-me em boas condições. É evidente que, se estivesse ou me sentisse a arrastar, não renovaria o contrato” diz o central, de 33 anos.

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O novo contrato ainda não está bem definido, mas o nosso interlocutor acredita que não haverá problemas. “Tive uma longa conversa com o presidente, que correu bem. Mas obviamente que as coisas só se realizam depois de estar tudo no papel. Até o momento ainda não chegamos a esse ponto, mas penso que estão bem encaminhadas”, confirma.

O EXEMPLO DE ALOÍSIO

O final de carreira é algo que ainda não está bem nos horizontes de Carlos Jorge, conforme sublinha. “Ainda não sei quando vou parar. O mais importante num jogador é sentir-se bem fisicamente e não ter lesões e nesse aspecto estou satisfeito. Dou o exemplo do Aloísio, que depois da chegada do Argel foi considerado acabado – era para ser a última época dele –, mas cada vez joga melhor e muito jeito daria a muitas equipas”, adianta.

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A perspectiva passa então por dar o melhor e esperar para ver. “Penso que muita gente no meu lugar era capaz de pedir mais dois ou três anos de contrato. Mas só pedi um ano, de forma a que as pessoas não se sentissem obrigadas a ficar comigo, caso não fosse esse o desejo no final desta época”, esclarece.

A temporada que está prestes a concluir-se não deixou, de resto, gratas recordações ao defesa, já que foi sempre segunda escolha de Nelo Vingada. “Todos os treinadores trabalham com o objectivo de ganhar e apresentam o conjunto que dá mais garantias. Saí da equipa devido à lesão num pé e as coisas correram bem quando o Marítimo apostou no Jokanovic, um excelente jogador, para central. A primeira volta foi muito boa e na segunda o técnico manteve a aposta na mesma estrutura. Continuei a trabalhar e penso que correspondi quando chamado à equipa”, explica. A próxima época, espera, será diferente. “Começo em pé de igualdade com todos os jogadores e certamente que vou fazer tudo para jogar mais vezes.”

MARÍTIMO FALHOU NOS BARREIROS

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O Marítimo não conseguiu chegar ao quarto lugar, este ano o último a dar acesso a uma prova europeia, porque perdeu muitos pontos no Estádio dos Barreiros. A opinião é de Carlos Jorge e vai de encontro à ideia já expressa pelo técnico Nelo Vingada.

“Começámos a época a pensar somente na manutenção. Mas claro que sabíamos do nosso valor e alguns dos novos jogadores – caso do Iliev, do Sumudica e do Toedtli – representaram uma mais-valia para a equipa. De certeza que ninguém estava à espera de uma primeira volta tão boa, pena foi que não estivéssemos tão bem na segunda. Não me lembro de ver o Marítimo ganhar tantas vezes no continente, mas o certo é que pecámos nos jogos em casa. Aí é que falhámos”, considera.

Na próxima época o Marítimo promete surgir mais ambicioso e tem em agenda alguns reforços de qualidade, casos de Bakero e Luís Carlos. Para Carlos Jorge, “se o Marítimo conseguir tirar proveito desses jogadores, como tirou dos outros que cá estiveram esta época, será sem dúvida excelente”.

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EURO-2000: PENSAMENTO POSITIVO

O antigo central do Sporting mostra-se confiante numa boa prestação da selecção portuguesa no Euro-2000. Carlos Jorge salienta a qualidade dos jogadores e pede, acima de tudo, pensamento positivo.

“Vou acompanhar todos os jogos e espero que a nossa selecção faça uma boa campanha e consiga chegar à vitória. É um facto que estamos habituados a ver Portugal perder e será uma pena se esta geração de jogadores que criámos não conseguir alcançar esses objectivos”, frisa.

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De qualquer modo, valor é algo que não falta à equipa de Humberto Coelho. “Penso que Portugal pode lá chegar, pois tem uma excelente equipa. Há que ter pensamento positivo, pois muitas vezes entramos nas competições já com o pensamento contrário. Vamos esperar para ver, mas estou confiante”, refere.

“Inglaterra, Roménia e Alemanha? Quando defrontámos essas equipas, em jogos amigáveis, mostrámos ter um colectivo ao mesmo nível ou até superior. Vamos agora ver se no Campeonato da Europa conseguimos demonstrá-lo”, finaliza.

QUEM É QUEM

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Nome: Carlos Jorge Camacho Dantas

Idade: 33 anos (08-11-1966)

Naturalidade: Funchal

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Altura: 1,84 m

Peso: 77 kg

Posição: defesa-central

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Estreia na I Divisão: Marítimo-Salgueiros (1986/87)

Clubes por onde passou: Marítimo (vestiu a camisola do clube mais de 500 vezes, desde o futebol jovem), União da Madeira e Sporting.

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