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Cinco golos em 30'', futebol electrizante e um valente susto para o líder, que viu o Marítimo recuperar dois tentos de desvantagem. Valeu Mantorras...
Um golo com a assinatura dos dois avançados que Trap fez saltar do banco (Karadas serviu de cabeça e Mantorras finalizou), obtido já na parte final do desafio, permitiu ao Benfica continuar com a vantagem de seis pontos sobre os seus principais rivais. Foi um jogo com períodos frenéticos, em especial durante a inicial meia hora, quando se marcaram cinco tentos, e depois na contagem decrescente dos minutos, quando Luisão atirou ao poste e o empate a três bolas teimava em persistir.
Foi, também, um sério aviso à navegação, numa análise dirigida
ao Benfica e ao seu desejo, obviamente legítimo, de chegar ao
título. A equipa entrou muito bem, com o moral em alta, imprimindo velocidade aos lances, rematando muito e criando ocasiões susceptíveis de golo. Não esperavam os encarnados, todavia, um Marítimo tão personalizado, indiferente ao modo como ficou a perder por 3-1 aos 23'. Na estreia do treinador Juca, com algumas modificações no posicionamento dos jogadores, a formação do Funchal vendeu cara a derrota e viu até Marcinho, na cara de Quim, desperdiçar o que na altura seria o 3-4.
O clube da Luz justificou, porém, a vitória e os três pontos. Ontem não revelou a mesma eficácia defensiva de outras ocasiões, passou por apuros face à desvantagem numérica que, amiúde, se verificava no "miolo", mas teve sempre alma para porfiar.
De loucos
O Benfica abriu o activo aos 6' e logo na resposta o Marítimo empatou. Numa toada viva, com a bola em constante viagem e quase sempre bem dirigida, Miguel e Nuno Gomes (grande golo!) fizeram o 3-1 e pareciam ter acalmado o jogo da equipa e ao mesmo tempo os adeptos, mas os ilhéus não baixaram os braços e mesmo com duas substituições forçadas (Manduca e Luís Filipe abandonaram por inferioridade física) puseram em sentido o adversário. Van der Gaag reduziu à meia hora e Pena bisou após o reinício.
Juca colocou Pena a actuar como nº 10, nas costas de Silas, e os alas Manduca e Alan serviram de "muleta" preciosa a Wênio e Chainho na luta operada a meio-campo. Com a saída de Luís Filipe e entrada de Evaldo foi Briguel quem derivou para a direita da defesa e a verdade é que Simão passou a dispor de menos liberdade. A entreajuda do Marítimo funcionou quase em pleno e foi isso que muitas vezes confundiu o Benfica: Petit e Manuel Fernandes nem sempre controlaram o jogo pela zona central, "perdidos" entre o apoio ao ataque e sequiosos de dobrar os laterais. A recuperação no terreno foi um bico-de-obra para as águias...
Do banco
Aos poucos, com perseverança e muita entrega, os encarnados lá conseguiram pressionar mais e encostar os madeirenses em zonas mais recuadas. Trap apostou primeiro em Mantorras e depois em Karadas e todos os elementos atacavam. O risco era enorme mas parecia calculado, porque entretanto saíra Pena (também tocado) e Silas deixou de ter a referência de outros momentos.
O golo premiou essa mesma entrega, numa altura em que a turma da casa dispunha de três avançados em campo e lograva diversificar, tanto quanto possível, as suas jogadas ofensivas. Entre vários remates e diversos cantos surgiu o golo de Mantorras, apostado esta época em dar alegrias de cada vez que é chamado à acção.
Tratou-se do sétimo jogo seguido do Marítimo sem ganhar e a primeira derrota frente aos grandes. O último triunfo foi sobre o Sporting.
Árbitro
Paulo Batista (3). O árbitro de Portalegre tem nota positiva. Errou (ele e os seus assistentes) em dois foras-de-jogo, um para cada equipa, mas não é isso que vai manchar um trabalho que globalmente agradou. Nem isso nem um ou outro amarelo mostrado sem razão para tal. No lance em que Nuno Gomes introduz a bola na baliza assinalou mão (dúvidas) do avançado.
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