Fábio Pereira: «A pressão de trabalhar no Marítimo é a melhor que existe»
Treinador do Marítimo na antevisão ao jogo com o Tondela
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"Que seja o primeiro dia de uma longa caminhada, mas com um final feliz". Foi desta forma que o técnico do Marítimo, Fábio Pereira, se referiu a sábado, dia em que a sua equipa fará a estreina na 2.ª Liga, recebendo o Tondela, no famoso "Caldeirão dos Barreiros", num embate agendado para as 11h.
"O estado de espírito é de expectativa e alguma ansiedade para que cheguemos amanhã às 11 horas e o árbitro dê o apito inicial do primeiro jogo. Trabalhámos muito esta pré-temporada para nos prepararmos para o início do campeonato. Sinto a equipa com uma energia muito positiva, o grupo muito homogéneo, forte e muito equilibrado, com todos preparados para poderem ser lançados no jogo. Boas dores de cabeça para o treinador, o que nesta fase é positivo. Ansiosos para que o jogo comece", começou por revelar o treinador maritimista, que admite que jogar no Estádio do Marítimo terá de ser uma vantagem: "Jogar em casa tem de ser sempre uma vantagem, jogamos perante a nossa massa associativa, sabendo que é exigente e bastante calorosa e isso tem de jogar a favor dos jogadores do Marítimo. Temos de ser muitos fortes em todos os estádios, mas a nossa casa tem de ser uma fortaleza, onde queremos conquistar muitos pontos e muitas vitórias. Esperamos entrar amanhã com o pé direito".
Sobre a hora do encontro, o líder verde-rubro foi direto: "É uma pergunta para fazer à Sport TV e à Liga de Clubes. A nós compete-nos cumprir as regras e todas as equipas vão ter de jogar nesses horários. Nós preferíamos jogar obviamente a outras horas, principalmente pelos nossos adeptos, sabemos que iríamos ter melhores casas, com mais espectadores. Sabemos do amor que os nossos adeptos têm pelo clube e tenho a certeza de que, apesar da hora, a casa estará bem composta".
Em relação ao primeiro adversário, o Tondela, o treinador espera dificuldades. "O Tondela é uma equipa que tradicionalmente é difícil. Um adversário que também tem aspirações para ascender à Primeira Liga portuguesa. Mudou de treinador recentemente e joga com três centrais. O resto vemos amanhã, para podermos surpreender o adversário", afirmou.
O treinador de 45 anos quer uma equipa poderosa no relvado dos Barreiros todos os fins-de-semanas: "Em casa temos de ser uma equipa humilde, trabalhadora, com os pés bem assentes no chão, conscientes das dificuldades que vamos encontrar pelo caminho, sabendo que vamos defrontar um adversário muito forte ao longo do campeonato, mas teremos uma ambição muito grande e uma responsabilidade muito grande em relação ao que é vestir a camisola do Marítimo e da ambição que todos os sócios têm para este campeonato. A nós compete-nos trabalhar muito todos os dias e aos fins-de-semana conquistar pontos e vitórias, dando alegrias aos adeptos".
E reforçou a ideia da fortaleza que deverá ser o estádio maritimista: "Na época passada, desde a 12.ª jornada, não perdemos nenhum jogo em casa e tivemos mais vitórias do que empates. Na nossa casa, os adversários projetam as equipas num bloco mais baixo e à espera de um erro nosso, para numa transição ou num contra-ataque criar perigo para a nossa baliza. Temos de ser mais fortes nesses momentos do jogo, à imagem daquilo que é o Marítimo, sendo pressionantes e jogando dentro do meio campo adversário. Queremos procurar a baliza muitas vezes e finalizar muitas vezes. Mas teremos de ser agressivos em termos defensivos, não sofrendo golos em casa, como fomos, querendo continuar coesos e mais eficazes nos momentos de finalização".
Para Fábio Pereira "a pressão de trabalhar no Marítimo é a melhor pressão que existe. É trabalhar num clube grande, os jogadores trabalham para jogar nos melhores clubes e o Marítimo é um dos melhores clubes. É uma pressão positiva, pois ter de jogar para ganhar é o melhor que existe no futebol". Nas últimas horas, depois de ter se desvinculado do Coritiba, o médio brasileiro Fransérgio é dado como reforço maritimista. "Não faço ideia se o Fransérgio vem. Mas claro que todos os grandes jogadores interessam ao Marítimo. Se virá ou não para a Madeira não sei", finalizou.