Marítimo quer "meio termo" na centralização dos direitos audiovisuais
Carlos André Gomes garante não ser fundamentalista e entende críticas de Villas-Boas como a prova que "modelo do Nacional é bom, exceto para os 3 grandes"
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O presidente do Marítimo, Carlos André Gomes, tomou este sábado posição relativamente à Assembleia Geral da Liga marcada para segunda-feira, na qual vai ser votada a chave de repartição dos direitos audiovisuais. E foi muito claro, defendendo um "meio termo" na discussão do assunto entre os clubes.
"O papel do Marítimo tem sido construir algo que seja positivo para o futebol português. Entre o que era a chave inicial da Liga e o que era a chave do Nacional, obviamente que o Marítimo votava na segunda. Trabalhámos com o Nacional na preparação de uma chave, o que levou que a Liga revesse a que estava a preparar. Mas o Marítimo não é fundamentalista neste âmbito, pois acha que deve haver um meio termo. E é nesse sentido que estamos a trabalhar. Naquilo que for a orientação do plano de trabalhos da Assembleia Geral, o Marítimo tomará a sua posição em defesa do futebol português. Não somos estanques na nossa posição", salientou o líder dos madeirenses, à margem das comemorações dos 100 anos da conquista do Campeonato de Portugal pelo Marítimo (1925/26) e da inauguração da denominada 'Praça dos Campeões', nos Barreiros.
Já as críticas de André Villas-Boas à proposta do Nacional foram encaradas pelo dirigente como "uma posição normal de defesa do FC Porto", assinalando todavia: "Quando o presidente do FC Porto ataca o modelo do Nacional, é que ele é certamente bom para todo o futebol português, à excepção dos três grandes".