Penafiel-Marítimo, 1-0: Bailinho duriense

Penafiel soube bloquear as soluções ofensivas madeirenses e justificou o apuramento com um contra-ataque audaz e bem organizado

O golo apontado pelo ainda júnior Guedes aos 74 minutos bastou para o Penafiel eliminar um Marítimo apático e sempre sem capacidade de resposta. Aconteceu Taça é um termo demasiado rigoroso para explicar o desenrolar da partida de ontem, onde a única surpresa foi mesmo o completo apagão insular.

O conjunto de Ulisses Morais gripou logo após o apito inicial de Duarte Gomes e só deu sinais de alguma lubrificação nos derradeiros instantes da partida. Muito pouco não chega para traduzir a falta de rendimento de uma equipa que só fez três remates em todo o jogo, sendo que dois foram desferidos nos últimos 5 minutos.

Além de completamente manietados pela coesão defensiva do Penafiel, apesar do melhor entrosamento no miolo, os insulares levaram ainda um bailinho do estilo prático da ofensiva duriense. Formação sempre mais rápida, fresca e sem medo de disparar na meia distância.

Em nítido contraste com o ataque do Marítimo, os homens da casa remataram por uma dezena de vezes à baliza de Marcos, com metade dos tiros a saírem enquadrados e com perigo.

Ulisses Morais apercebeu-se da incapacidade colectiva cedo, mas perdeu 45 minutos de tempo útil, e quando foi ao banco buscar Marcinho e Kanu, já o contra-ataque penafidelense exercia completo domínio sobre a desorganização defensiva madeirense.

Com os avançados Guedes e Jacques crivados nas posições mais avançadas, o desequilíbrio recaiu nos alas João Pedro e Luís Carlos, que, com o apoio incondicional do médio Lourenço, foram as constantes referências do desdobramento ofensivo penafidelense. Um sistema pouco dado a recortes técnicos ou jogadas brilhantes, mas o suficiente para conferir profundidade ao jogo colectivo e aniquilar por completo a robusta defesa do Marítimo.

Aliás, face às constantes ameaças e à sistemática incapacidade do Marítimo em anular o fio de jogo adversário, o golo duriense só pecou por tardio, mas chegou a tempo de premiar quem mais fez por lá chegar.

Árbitro

Duarte Gomes (4). Exibição serena e com critérios seguros. Benefício da dúvida ao anular, por indicação do auxiliar, um golo a Lipatin por eventual domínio do esférico com a mão. Decisão correcta ao admoestar Luís Carlos com amarelo por simular uma grande penalidade.

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