Presidente do estádio

Duas décadas marcantes

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• Foto: Hélder Santos
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São 20 anos como líder máximo de um Marítimo que viu concretizado o seu sonho: um novo estádio. Pelo caminho fica muita obra e algumas conquistas desportivas. E ainda ambiciona jogar um dia na Liga dos Campeões.

Nascido a 4 de julho, Carlos Pereira, agora com 64 anos, passou a ‘ator principal’ do Marítimo em 1997, mas antes tinha sido chefe do departamento de futebol jovem e braço-direito de outro presidente verde-rubro, António Henriques. A maior bandeira foi a conclusão do novo Estádio do Marítimo. Apesar dos imensos obstáculos, nunca desistiu do seu sonho, travando duras batalhas. Chegou mesmo a assumir com avais bancários pessoais a continuidade de uma obra que encontrava sempre um entrave. Agora, o recinto já recebeu a Seleção Nacional e espera conseguir trazer para a região a final da Taça CTT.

Ainda no aspeto desportivo, de registar as duas idas às finais da Taça da Liga, uma presença na final da Taça de Portugal para além de seis presenças nas competições europeias. O maior destaque foi a entrada na fase de grupos na Liga Europa, sob o comando técnico de Pedro Martins, em 2012/13. Fica ainda um desejo, ou um sonho talvez: o de disputar a liga milionária. Têm agora a palavra Daniel Ramos e os seus homens.

Muitas apostas no banco

Carlos Pereira tem obra realizada e mérito desportivo conseguido, mas nem tudo foram sempre ‘rosas’. Muitos foram os treinadores que passaram pelos Barreiros e alguns saíram em ‘choque frontal’ com o líder do Marítimo.

O exemplo mais recente e assumido como ‘mea culpa’ foi o brasileiro Paulo César Gusmão. Reconhecido o erro, Carlos Pereira contratou Daniel Ramos e deu-lhe o contrato de treinador mais longo no seu mandato: três épocas. No livro de honra dos insulares ficaram outros nomes como Nelo Vingada e Pedro Martins. Estes dois técnicos destacam-se nestes 20 anos de liderança pois estiveram várias épocas à frente da equipa, conseguindo bater recordes. Vingada liderou a equipa durante cinco temporadas, mas saiu no começo do seu último ano. Pedro Martins começou na formação B e passou depois quatro épocas na equipa principal, chegando aos 150 jogos na 1ª Liga.

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