Tulipa: «É o primeiro jogo de uma competição nova para nós»
Treinador do Marítimo quer ganhar o primeiro jogo de uma “história” não habitual
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O Marítimo prepara o dérbi frente ao rival Nacional que se vai disputa sábado, 12 de agosto, às 14 horas. Já sem esperança de ficar na Liga Betclic, os maritimistas querem entrar com o pé direito, numa época onde a ambição é clara: regressar à 1 Liga Betclic.
"É o primeiro jogo de uma competição nova para nós, pois não é muito a nossa história. Preparamo-nos para esse primeiro jogo, pois sabemos e conhecemos o nosso adversário. Não temos um leque de grandes referências, mas resumi-nos a dois jogos em relação ao nosso adversário. Sabemos que as equipas ainda não estão completas pois ainda procuram fechar os seus plantéis. Achamos que estamos preparados para o jogo, onde queremos ser uma equipa madura e adulta, acima de tudo, uma equipa que controle o jogo", referiu.
O técnico reforçou a ideia da importância do dérbi: "É importante perceber que é o primeiro jogo, jogando com adversário da mesma região, que acaba por ser o nosso rival. Temos que respeitar a história do adversário, mas temos de ter consistência no que preparamos durante estas cinco semanas e sermos Marítimo, ou seja, ter ambição de querer ganhar, andando muito perto daquilo que são as nossas ideias, transportando para jogo o que fizeram no treino, esperando que isso seja suficiente para levarmos de vencida o nosso rival".
Questionado sobre o apoio dos adeptos respondeu: "O que aconteceu de mau ao clube não foi pelos adeptos. Estiveram sempre presentes, dando uma resposta enorme. Queremos que façam parte da nova história, que isto é um contexto diferente, com um treinador novo, com uma estrutura diferente, jogadores novos e tudo carece de algum tempo e de alguma consistência. Acredito nos jogadores que ficaram e nos que trouxemos e acima de tudo no nosso caminho, que não pode mudar ou oscilar em função de um resultado menos conseguido ou mais conseguido. A nossa consistência enquanto equipa é para conquistar um objetivo. Umas vezes vamos andar dentro desse espaço, outras vezes, vamos estar mais afastados, mas a equipa não pode perder o equilíbrio e a consistência. O caminho que queremos fazer e chegar onde queremos, não é uma jornada ou duas, mas sim 34 jornadas".
Plantel ainda incompleto
Já com 10 reforços confirmados, os madeirenses ainda procuram algumas soluções para completar o grupo, mas aguardam pelas melhores oportunidades de negócio. "Todas equipas olham para as oportunidades do mercado, nós não fugimos à regra. O clube tem que apresentar uma consistência estrutural que lhe permita encontrar mais valias e depois rentabilizá-las desportivamente e economicamente, pois o segredo do futebol é isso. Nós vendemos neste mercado dois jogadores, ativos muito fortes, tendo ficado com gente que eu acho que tem capacidade para jogar noutro nível", revelou o responsável do Marítimo.
Quando questionado se para uma equipa que assumiu claramente querer lutar pela subida, se já não deveria ter o plantel fechado, o treinador de 50 anos, respondeu: "A sua opinião, também era a minha opinião. Mas temos de ser realistas. Nós tratamos muito cedo aquilo que foi a chegada de cinco ou seis jogadores e depois tardou mais a encontrar outras soluções, mas também teve a ver com coisas que aconteceram no clube. Não venho para aqui mentir, pois havia muita coisa preparada, mas quem estava no processo saiu. Não estou para esconder nada, mas sim para encontrar soluções para o clube e vamos conseguir se todos rumarem para o mesmo sítio. Aqui há uma ideia e um plano. Meu tem de haver, pois se não houver, não posso ser treinador. Depois, temos de encontrar as melhores soluções a nível desportivo e económico, pois não somos loucos, eu pelo menos não sou, trazendo para a Madeira, jogadores que depois não temos capacidade para lhes pagar. Carece de tempo para encontrar as melhores soluções".
A partida na Choupana está agendada para as 14 horas, numa altura em que as temperaturas previstas para a Madeira atingem mais de 30 graus. Tulipa não escondeu que o horário não é o melhor.
"Os clubes dependem de quem compra os direitos de televisão e estão à mercê disso. Claro que se me perguntassem, preferia jogar às 21h. Não é possível, por isso temos de encontrar soluções. O nosso treino anda muito perto muitas vezes no horário do jogo, onde o calor aperta, a bola não rola bem na relva, pois está seca. Tudo isso tem influência e nós temos de encontrar as melhores soluções para isso. Não queríamos a essa hora, não gostamos, mas vamos ter de jogar e jogar bem", concluiu.