Nacional regressou aos trabalhos para preparar regresso

Madeirenses apontam à manutenção na próxima época

• Foto: Instagram Nacional da Madeira

O Nacional regressou esta quarta-feira aos trabalhos, sendo a primeira equipa da Liga NOS a fazê-lo, com os habituais exames médicos e físicos, preparando o seu regresso ao escalão máximo do futebol português.

O Nacional liderava a Segunda Liga, aquando da paragem da prova, lugar que lhe permitiu assegurar o regresso à Liga NOS, no ano a seguir ao da despromoção.

Sob o comando de Luís Freire, o Nacional logrou atingir o objetivo traçado pelo presidente Rui Alves, alcançando a desejada subida de divisão.

Para esta temporada, o Nacional manteve alguns jogadores nucleares na temporada passada, como foram os casos do guarda-redes Daniel Guimarães, dos defesas Kalindi, Rui Correia, Júlio César e Witi, do médio Rúben Micael e dos avançados Bryan Rochez e Brayan Riascos, o melhor marcador da equipa com 12 golos na Segunda Liga.

Vítor Gonçalves um dos esteios da equipa, não chegou a acordo para a renovação e tudo indica não irá continuar no Nacional.

Neste regresso, os dias desta quarta e quinta-feira serão dedicados aos testes físicos e médicos, com os jogadores divididos em dois grupos, invertendo-se os conjuntos na quinta-feira.

Os trabalhos de campo terão início no dia 3 de agosto e vão realizar-se no complexo desportivo do clube. Seguir-se-á um estágio, ainda sem data definida, mas que decorrerá em Portugal continental.

O objetivo para esta nova temporada aponta apenas para a manutenção, cimentando a sua posição na Primeira Liga.

O madeirense Rúben Micael foi o porta-voz do grupo neste primeiro dia de trabalho.

Começou por afirmar que "nunca tinha tido umas férias como estas", embora reconheça que "como pessoas responsáveis, íamos fazendo algum trabalho, mas não é a mesma coisa".

Contudo, reconhece que há a saudade de "entrar no estádio e sentir o cheiro da relva".

O Nacional regressa ao principal escalão e entra numa nova fase.

"Como nos outros anos, vamos entrar em cada jogo para vencer, seja qual for o adversário, embora conscientes que não vamos conseguir ganhar todos os jogos", frisou.

Haverá muitas mudanças no plantel, mas o 'capitão' assegura que a mensagem será a mesma, explicando que só se verá se o balneário "é bom ou não nos momentos menos bons, que os teremos certamente".

Mas tem a esperança que "se consiga fazer um bom balneário".

O experiente jogador referiu que a subida conseguida quando faltavam ainda 10 jogos "iria ser conseguida de qualquer maneira" e que a vantagem sobre a concorrência "seria alargada".

"Era bom na Segunda Liga, mas uma coisa é a Segunda Liga e outra coisa é a Liga NOS e o Nacional já teve essa experiência, quando subiu da última vez, e manteve todo o plantel e acabou por correr menos bem", explicou.

O jogador acredita que a direção e o treinador analisaram bem os pontos que era preciso reforçar.

"Acredito que vamos conseguir fazer um campeonato que possibilite atingir os nossos objetivos, que é a manutenção", declarou.

O internacional português, de 33 anos, mostra motivação para ajudar o Nacional na Liga, confidenciando que "a época passada correu bem e esta certamente será igual".

"Este é um ano muito importante para o clube e julgo que ainda posso ajudar dentro do campo e é isso que eu quero fazer", afirmou, referindo que deseja um Nacional que volte a ser "um clube temível e isso é um trabalho que deverá ser feito pouco a pouco e com estabilidade".

Por Lusa

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