Rui Borges: «Foi a semana mais difícil para colocar os jogadores no foco máximo»

O técnico ainda não sabe por onde vai passar o seu futuro

• Foto: Hélder Santos

Que motivação poderá ter um jogador para treinar durante uma semana, onde o jogo que lhe resta disputar, já nada altera a temporada em termos classificativos e ao nível do objetivo coletivo traçado. Este foi sem dúvida o maior desafio que Rui Borges teve nos últimos dias de trabalho do plantel Nacional. O técnico admitiu que não foi fácil: "Para ser sincero, esta última semana foi a mais difícil de colocar os jogadores no foco máximo. É mais o apelar no dia do jogo, ao carácter e profissional idade de cada um, não esquecendo sempre que defendemos uma instituição que merece o nosso respeito, o nosso esforço. Durante a semana não há um objetivo para definir e os jogadores estão já num modo relaxado. Na hora do jogo vamos alertar os jogadores para tudo que ainda está em jogo".

Frustração. É este o sentimento que vai na alma do treinador alvinegro, numa análise às 27 jornadas em que esteve à frente dos destinos da equipa. "O balanço que fica é de uma frustração, porque sentimos que ao longo destas 27 jornadas em que estamos no clube, há alguns dados interessantes, que levam a crer que pensámos sempre de forma positiva em tudo o que fizemos. Por isso, fica um sabor amargo, pois poderíamos estar nas decisões da competição, pois era esse o objetivo do clube e nosso como é lógico. Faltou um bocadinho para atingir essa meta. Fomos a quarta equipa que fizemos mais pontos nas 27 jornadas em que estivemos no clube, a segunda equipa com mais golos marcados, a quinta em golos sofridos. São coisas que avaliamos e deixam-nos tristes por não estar nessas decisões finais, que era a meta do clube e de todo o grupo", disse o líder dos madeirenses.

"Não fomos competentes em casa e isso custou-nos caro"

Questionado se a sua equipa acusou sempre a pressão de vencer nos momentos importantes da competição de forma a poder atingir os objetivos, Rui Borges, não concorda: "Não sei se é aguentar a pressão, pois o jogador tem de viver com essa pressão e o ter de ganhar para ser das melhores equipas, não pode trazer pressão. Pressão teve o Ac. Viseu que veio dar a vida aqui na Madeira para ganhar e não descer. Essa pressão é bem pior do que a pressão de ser primeiro ou segundo classificado. Facilitamos e não fomos competentes, digo isto, todos nós. Temos de avaliar e perceber naquilo que falhamos em momentos chave, nos jogos em casa, pois quem quer subir de divisão, não pode perder tanto ponto. Empatámos dois jogos com duas equipas que estavam a lutar para não descer, perdemos agora com o Ac. Viseu que também estava nessa situação. Esses pontos perdidos em casa, eram decisivos para estar a lutar pelas decisões finais. Não fomos competentes e custou-nos caro, pois quem quer subir de divisão, em casa tem de ser fortíssimo".

No entender do técnico, esta parte final da temporada não está associada a um relaxamento dos seus jogadores. "Penso que não houve relaxamento, pois retirando este último jogo, vínhamos de uma série de jogos muito bons, com os jogadores estarem desinibidos, comprometidos, focados na obtenção de vitórias para também se poderem valorizar. Realmente esta última semana de treino foi mais difícil pois não há nada a ganhar ou perder, mas antes, não houve relaxamento, mas se calhar acusamos a pressão de vencer", disse.

"Claramente voltaria a dizer sim ao Nacional"

Falhado o objetivo de regressar à Liga Bwin, o treinador nacionalista não se mostra arrependido na vinda para a Madeira, deixando a Académica. "Claramente voltaria a dizer que sim ao convite do Nacional, sem exitar, por tudo, pela história do clube, pelas pessoas, pela forma como sempre fui muito bem tratado aqui na Madeira, no clube. Sempre fomos acarinhados e estou feliz e honrado por representar o Nacional, por me terem dado esta oportunidade. Estou triste por não conseguir atingir o que queríamos, mas o futebol é isto. Vamos olhar para a frente, mas sempre contente com a nossa competência enquanto equipa técnica, pois acreditamos no trabalho que foi feito e somos muito positivos. Agora é olhar para frente e ver o que reserva o futuro", afirmou.

Aos 40 anos, Rui Borges, espera "acabar a época com um triunfo, pois os sócios e adeptos merecem-no, para deixar outra imagem em relação à última partida aqui na Choupana". E sobre o futuro: "Não sei se passa ou não pela Madeira e estou a ser o mais sincero possível. Não estou a pensar nisso, mas sim que temos mais um jogo e depois de terminar esse jogo, quero relaxar um pouco com a família em casa. Acredito que algo irá acontecer, seja na Madeira ou não, mas acima de tudo, estou muito feliz".

Por João Manuel Fernandes
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