Nuno Braga: «Falámos em jogos de vida ou morte desde que eu cheguei»

Nuno Braga vai orientar a equipa frente ao Lus. Lourosa
• Foto: FC Paços de Ferreira

Com a 2ª Liga ao rubro, o P. Ferreira recebe, pelas 14 horas deste domingo, o Feirense, em jogo a contar para a antepenúltima jornada e importantíssima nas contas de permanência dos castores. Para o técnico Nuno Braga, ainda assim, o cenário "de vida ou de morte" é um que abraça desde que chegou à Capital do Móvel, sendo que espera um Feirense "à imagem" de Ricardo Costa, sem "a possibilidade de jogar" desleixado.

Muitas equipas na luta pela permanência. "Nós, quando olhamos para as equipas que não têm pressão há duas formas de as ver. Primeiro, podem jogar de uma forma mais solta e disponível, a segunda é a possibilidade de jogarem desleixadas. Conhecendo como conheço o Ricardo Costa, não acredito minimamente que seja esse o registo do Feirense aqui. Acredito que vai tentar impor o jogo deles e nós vamos tentar impor o nosso. É o que tem vindo a fazer, pois é a imagem do seu treinador."

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É um jogo de 'vida ou de morte'? "Falámos nesse tipo de jogos, de vida ou de morte ,desde que eu cheguei, é essa a realidade. Nunca estivemos confortáveis o suficiente para não falarmos disso. É mérito nosso e das equipas todas, porque está tudo a fazer mais pontos do que o costume. Estão cientes disso, os jogadores, e vão continuar a lutar por não descer de escalão. Isto é mérito, porque nunca nos deixámos afundar pela pressão criada."

O Iuri Fernandes e o Diego Fernandes têm sido suplentes utilizados. Como tem gerido o ataque? "O João [Victor] ter saído com má cara é sinal que não estava satisfeito com o jogo dele, e tinha razão. Sobre o surtir efeito, não é essa a questão. Quando estamos a perder e precisamos de dar a volta ao resultado, temos que arriscar um pouco e as substituições no último jogo foram nesse sentido. Queríamos mais cruzamentos e bolas na área. Deu-se a resposta, mas tivemos algum azar. No entanto, estes jogadores nem puderam intervir no lance crucial, mas conseguimos algumas intervenções deles. Se o jogo assim me pedir, irei fazê-lo de igual forma."

O fator humano destes jogos. "O apoio dos nossos adeptos é sempre determinante e, quando eles estão insatisfeitos, temos que entender e não ter medo de lhes dar a cara. Temos de lhes dar a cara em qualquer sentido. É natural que façam críticas quando as têm de fazer, estamos aqui para as ouvir e respeitá-las. Eles têm sido fantásticos e uma arma fundamental para a equipa não se afundar. Demos a volta muito também pela chama dos adeptos, pela forma como nos alimentaram. Queremos chamá-los para nós, mas não queremos que nos apoiem quando não há motivos para isso."

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Por João Albuquerque
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